De Davos, onde participa do Fórum Econômico Mundial, o presidente Jair Bolsonaro recorreu às redes sociais para falar que seu governo vai reduzir gastos com comunicação. Em postagem feita na manhã desta quarta-feira (23), ele associou os contratos com agências ao que chamou de “ações escusas” de gestões anteriores, dizendo que isso resultou em prisões.
“Nos governos anteriores, esses gastos ultrapassavam centenas de milhões. Era mais uma das muitas fontes de ações escusas dos grupos que estavam no poder, cuja boa parte dos membros está presa. Uma irresponsabilidade em detrimento das reais demandas dos brasileiros e do Estado!”, escreveu no Twitter.
Na publicação, Bolsonaro não detalha quais seriam as suspeitas e nem os agentes públicos ligados aos casos. Ele também não menciona suspeitas de irregularidades, mas diz que um contrato que cuidava da área internacional do governo foi suspenso este mês.
“O Ministro da Secretaria de Governo, General Santos Cruz, anunciou o fim do contrato de R$30 milhões/ano com assessoria de imprensa internacional. Além disso, zeramos os custos com propaganda da Caixa e BB neste início de governo e pretendemos encerrar de maneira justa e enxuta!”, afirmou.
Na terça (22), Santos Cruz confirmou à Folha que o governo não renovaria o contrato com a agência de comunicação corporativa CDN, que cuida da relação do governo brasileiro com a imprensa estrangeira, e se encerrava neste mês.
Com validade total de cinco anos, ele poderia ser renovado pela última vez neste ano. O governo federal ainda não definiu se fará uma nova licitação.
O valor global do negócio era de R$ 30 milhões por ano. Como o contrato dependia de serviços específicos a serem demandados pelo Planalto, o valor real repassado variava de acordo com o empenho orçamentário baseado nesses produtos.
Segundo a empresa de comunicação, a média anual de repasse nos últimos quatro anos foi de R$ 10 milhões. No período, a empresa assessorou, por exemplo, o governo brasileiro na Olimpíada do Rio de Janeiro.
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