Jeferson Miola
Bolsonaro não é causa, mas sintoma da loucura que assomou o Brasil.
Uma loucura sintonizada com os mais tenebrosos ventos desse que parece ser um tempo de mudança de época. Desgraçadamente, mudança de época no Brasil e no mundo.
Os áudios estarrecedores de Jair Bolsonaro com o ministro demitido Gustavo Bebbiano mostram a dimensão profunda da desgraça desse Brasil de milícias e milicianos.
Todo e qualquer brasileiro que ouve os áudios – até mesmo os bolsonaristas incautos – não consegue evitar o sentimento de vergonha alheia por ter 1 figura tão torpe, tão leviana e tão estúpida na presidência do nosso país, que está entre as 10 maiores economias do planeta. Nosso vexame, portanto, é não menos que mundial!
Engana-se quem pensa que Bolsonaro é a fonte primordial do ódio, da loucura e da insensatez do Brasil atual.
Bolsonaro nada mais é do que sintoma de uma sociedade completamente intoxicada, putrefata e apodrecida, cuja classe dominante apregoa o ódio, o preconceito e o racismo.
Bolsonaro só poderia existir num contexto como esse, em que o mal está liberado, banalizado e legitimado.
O mérito do Bolsonaro foi não ter desperdiçado esse espírito de oportunidade.
O ódio e o racismo estão na alma da classe média e da elite. Bolsonaro vestiu o figurino odioso, reacionário e racista da classe média para galvanizar eleitoralmente esse sentimento.
Bolsonaro está no lugar de poder e é quem essa classe dominante miserável, podre e canalha quer que ele seja, porque ele é a imagem e a semelhança dessa oligarquia miserável, podre e canalha que secularmente parasita o Brasil.
Bolsonaro é sintoma da absoluta insanidade.
jeferson miola

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