© Sputnik / Natalia Seliverstova
Nas margens da reunião do Clube Valdai de Discussões Internacionais em Ho Chi Minh (Saigon), o embaixador da Rússia no Vietnã, Konstantin Vnukov, revelou por que é importante encontrar uma alternativa ao dólar frente às sanções financeiras dos EUA.
Entre 25 e 27 de fevereiro, o Clube Valdai de Discussões Internacionais, uma iniciativa russa, está realizando a reunião na cidade vietnamita de Ho Chi Minh, a primeira reunião do clube fora da Rússia.
O tema principal da reunião é como a Rússia e seus parceiros, incluindo o Vietnã, devem reagir às ações duras dos EUA no palco mundial e como promover a cooperação frente às sanções e guerras comerciais.
Em uma entrevista ao jornal Izvestia, Konstantin Vnukov declarou que Washington ameaça os parceiros de Moscou com sanções, tentando impedir as atividades das empresas russas.
Além disso, as instituições financeiras da China, o principal parceiro russo na Ásia, às vezes recusam realizar transações com empresas russas devido a possível aplicação de sanções por parte dos EUA e UE.
Segundo o diplomata, hoje em dia o Ocidente está tentando limitar a atividade das empresas russas nos mercados por todo o mundo, incluindo na Ásia. Segundo ele, é possível encontrar uma alternativa ao dólar.
"Como se costuma dizer, 'o mundo não gira à volta do dólar', o uso das moedas nacionais em transações bilaterais, bem como esquemas flexíveis, ajudarão os parceiros que estão de boa-fé a lidar com essa situação com menores custos", disse ele.
Moscou fala sobre a desdolarização da sua economia há vários anos e está tentando diminuir sua dependência da divisa norte-americana após Washington e seus aliados terem imposto sanções ao país em 2014.
A Rússia quer também se livrar da dependência do dólar como moeda de reserva. No período entre abril e agosto de 2018, o Banco Central russo vendeu quase todos os seus títulos do Tesouro dos EUA, acelerando a compra de ouro.
Embora o dólar dos EUA continue sendo a moeda mais usada no mundo, nos últimos anos cada vez mais países, incluindo a UE, parceiro tradicional dos EUA, discutem o abandono do dólar nas transações internacionais.
Sputnik Brasil

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