Foto: Agência Brasil


Jornal GGN – É destaque na Folha da manhã desta terça (26): em meio à crise política com o Congresso – que pode lhe custar o mandato – Jair Bolsonaro escapa da agenda oficial e vai ao cinema com a primeira-dama Michelle Bolsonaro. Em cartaz num shopping de Brasília, o filme “Superação – O Milagre da Fé”.

O jornal sublinhou que Bolsonaro “interrompeu as atividades administrativas” para ir ao cinema. A mensagem que transmite com a decisão não poderia ser pior para o governo, que vive um momento de tensão com a Câmara dos Deputados.

Na mesma Folha, Hélio Schwartsman até escreveu que é preciso considerar a possibilidade de que Bolsonaro não vai terminar o mandato. O motivo é óbvio: sem bom relacionamento com o Congresso, não tem reforma da Previdência nem caminho para outras mudanças de interesse do mercado. E sem mercado otimista, não há investimentos do setor privado, geração de empregos e aumento de arrecadação. Hamilton Mourão, o general vice-presidente, agradece.


Kennedy Alencar também divulgou artigo nesta terça afirmando que o autoritarismo de Bolsonaro é uma ameaça ao próprio governo e à democracia. Na visão do jornalista, o presidente tem se esforçado para perder o apoio de Rodrigo Maia, presidente da Câmara. Além disso, o desprezo com que trata o Congresso – em nome de uma suposta “nova política” – tem sido mais danoso à sua governabilidade do que a soma das ações deflagradas pela oposição.

Em editorial, O Globo endossa a visão crítica dos demais veículos e jornalistas: Bolsonaro “demonstra dificuldades em mudar o tom e passar a governar, o que implica, numa democracia, negociar”. Mais: “O choque entre Bolsonaro e o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), é fórmula infalível para o fracasso da reforma da Previdência”.

Diante da crise, parlamentares “vinham cobrando comprometimento do governo –e compartilhamento da responsabilidade– em relação à reforma”, lembrou Folha.

A ida de Bolsonaro ao cinema “vem em um momento em que os deputados começam a discutir a possibilidade de desenterrar a reforma da Previdência do governo Michel Temer (MDB) e votá-la como afronta ao Planalto”, acrescentou.

Não suficiente, o ministro da Economia Paulo Guedes desistiu de ir à Câmara, a convite da CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) explicar e defender os termos da reforma da previdência.


GGN

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