A coisa foi assim, relata o repórter Bruno Alfano, de O Globo.
Para “puxar saco” de Jair Bolsonaro, uma escola municipal de Duque de Caxias, no Grande Rio, foi entregue à Polícia Militar para administrar e fazer vitrine sobre a militarização das escolas proposta por Jair Bolsonaro, para, segundo ele, aumentar “exercício da autoridade por parte dos mestres”.
Com fanfarra, Mito e Wilson Witzel a escola foi inaugurada, levou o nome de Percy Bolsonaro, pai do presidente, mas com vagas destinadas unicamente a filhos de PMs e bombeiros, que fizeram uma prova.
E a Justiça decidiu que , como a escola era pública, não se poderia impedir que crianças que não fossem filhos de policiais fizessem a prova. Como, aliás, é regra nos colégios militares: concursos abertos.
Anulou-se o concurso e fez-se outro.
Só que, neste, repetiram-se 21 questões já aplicadas na primeira prova que, ainda por cima, foi publicada no Boletim da PM, ao qual só a corporação tem acesso.
Para o juiz Márcio Santoro Rocha, da 1ª Vara Federal de Duque de Caxias, o colégio “criou uma vantagem competitiva imoral para aqueles que fizeram a primeira prova (ou seja, os filhos e dependentes de policiais militares e bombeiros militares) Em síntese, a ampla concorrência nesse novo concurso foi, usando uma palavra popular nesses dias, fake“.
E a moralidade, ó…
TIJOLAÇO

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