O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), em almoço com dirigentes sindicais e parlamentares nesta terça-feira (2), se comprometeu em mudar a redação da Medida Provisória 873, assinada por Bolsonaro e Paulo Guedes, que praticamente impede o recolhimento das contribuições sindicais dos trabalhadores.

Segundo os dirigentes das centrais ficou acertado com o presidente da Câmara que será elaborada uma nova redação ao texto da MP 873 e as modificações apresentadas até o dia 16. O texto atual obriga o desconto por meio de boleto, e não por desconto em folha. Caso não haja acordo, a disposição do presidente da Câmara é deixar a iniciativa do governo caducar e perder a validade. Ou seja, o funeral da nefasta medida provisória contra o sindicalismo.

De acordo com o secretário-geral da Força Sindical, João Carlos Gonçalves (Juruna), o acordo ficou dentro das expectativas dos sindicalistas. “Se o texto não ficar de acordo, temos o compromisso de Maia pela morte natural da MP e assim uma grande injustiça poderá ser corrigida”, declarou Juruna.

O sindicalista ressalta que a intenção da MP era asfixiar financeiramente, ainda mais, as entidades sindicais, acentuando o desequilíbrio nas negociações trabalhistas. “Conseguimos reverter esse movimento na Justiça e, agora, também estamos derrotando o governo politicamente”, completou.

A recuperação da antiga forma de desconto das contribuições sindicais pode dar impulso para mobilizações trabalhistas contra a reforma da Previdência, avalia Juruna. “Essa vitória renova os ânimos”, resume o sindicalista.

*Com informações do site Brasil 2 pontos




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