
Jornal GGN – O Ministério Público do Rio de Janeiro pediu a quebra de sigilo fiscal e bancário de Fabrício Queiroz, Flávio Bolsonaro e outras 93 pessoas e empresas de olho em obter alguma delação premiada. É o que informa Guilherme Amado em sua coluna na revista Época.
Segundo o colunista, o MP-RJ estendeu a quebra de sigilo a todos os funcionários que trabalharam com Flávio na última década com duas finalidades: observar se alguma movimentação suspeita passou despercebida pelo Coaf, e mirar em “peixes pequenos” que, ameaçados, “possam se interessar por uma delação premiada”.
A quebra de sigilo, já autorizada pela Justiça, atinge esposa e mãe de um miliciano ligado à família Bolsonaro, e preso sob suspeita de ter participado da morte de Marielle Franco.
Danielle Nóbrega, esposa, e Raimunda Magalhães, mãe, foram selecionadas para o gabinete de Flávio pelo ex-assessor Fabrício Queiroz, que tem amizade de longa data com o ex-PM Adriano Magalhães, acusado pelo MP do Rio de comandar o Escritório do Crime, um dos maiores grupos de extermínio na ativa.
Adriano está foragido e há mais de uma década é acusado de participação em assassinatos. Ele já foi homenageado por Flávio Bolsonaro duas vezes, quando já acumulava processos na Justiça.
A quebra de sigilo vai abranger os anos de 2008 a 2018.
GGN
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