O Estadão publica a íntegra do pedido do Ministério Público fluminense ao juiz da 27ª Vara Criminal do Rio de Janeiro para a quebra do sigilo fiscal e bancário de Flávio Bolsonaro, o “Filho 01”, e de seu ex-assessor Fabrício Queiroz, com sua mulher e duas filhas.
O desenho dos indícios apresentados para justificar a medida é o de uma teia da qual, com os fios que surgirão, certamente, entre os participantes do esquema de “caixinha” que Fabricio coordenava, dificilmente se poderá escapar.
Além da movimentação milionária de Queiroz, chama a atenção a enorme parcela movimentada em dinheiro vivo, como se vem noticiando. O dado novo e ele ter recebido vencimentos de R$ 81 mil e ter pago R$ 101 mil em contas de água, luz e boletos bancários…
Mais impressionante, porém, é a ausência de explicações: ninguém, exceto um único funcionário do gabinete, compareceu para dar depoimento explicando depósitos. Queiroz, além da “dancinha” e da entrevista amestrada que deu ao SBT, apenas respondeu, pelo seu advogado, que recolhia dinheiro de servidores para pagar assessores “informais”, mas não disse nem quem, nem quantos, nem como.
O pedido analisa as operações imobiliárias de Flávio e as define como operações de lavagem de dinheiro.
É um grande varejo de espertezas e peculatos, coisa de gente acostumada a viver de pequenas extorsões e golpes.
Não é um tsunami, é um ralo de esgoto.
TIJOLAÇO

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