Depois de Sérgio Moro dizer que “é prematura” a discussão sobre liberar a fuzilaria no campo, liberando armas de grosso calibre para os fazendeiros, agora é a vez da Ministra da Agricultura, Teresa Cristina, apor suas ressalvas ao anúncio presidencial, dizendo que “não sabe” se é favorável à medida.

A segunda “escorregada” ministerial em apoiar o “faroeste caboclo” de Bolsonaro acaba dando um novo sentido ao que disse, há poucos dias, o ex-capitão:

-Eu não sou armamentista? Então ministro meu ou é armamentista ou fica em silêncio. É a regra do jogo.

Bem, Moro e Cristina, embora falando de forma amedrontada, não ficaram em silêncio, embora não tenham tido a coragem de dizer que são contrários.

Ninguém ache, porém que seja por um entendimento intransponível de que a violência não é a forma de convívio social.

É que ambos estão percebendo, em suas respectivas platéias, que a selvageria de Jair Bolsonaro está respingando sobre eles.

Que se cuidem, porque o ex-capitão não aceita senão os incondicionais e não é só aquela frase que o revela. Desde o expurgo de Gustavo Bebianno isto está claro.

Portanto, para além dos elogios públicos que faz a ambos, Jair Bolsonaro, nas suas entranhas, já pôs ambos em sua alça de mira.

O estímulo a que o Congresso retire de Moro o Coaf e o anúncio da liberação de armas no campo (prestigiando Nabhan Garcia, ex-UDR, secretário do Ministério da Agricultura) é sinal disso.



TIJOLAÇO

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