No último twitter da série em que anunciou a nova reportagem do The Intercept, que revela Sérgio Moro “encomendando” uma manifestação da Força Tarefa da Lava Jato para reagir às declarações públicas de Lula – que eles chamam de “festinha” – , o jornalista Glenn Greenwald faz uma advertência que deve estar provocando terror no ex-juiz e em seu parceiro Deltan Dallagnol:

—Um último ponto: ainda estamos no começo.
Bem, “o começo” já foi o fim jurídico de Sergio Moro como juiz.

Daí em diante, é o fim político o que há pela frente de quem atuou política sem que o pudesse fazer como juiz.

Greenwald tem reiterado isso, embora a imprensa brasileira – ou grande parte dela – tenha continuado focada, até ontem, na suposta origem num hacker das informações veiculadas.

A “linha de defesa” usada não se sustenta e vai, literalmente, ser esmagada pela divulgação dos áudios e vídeos que Greenwald anunciou em entrevista a um site norte-americano.

O jornalista não trabalha com a lógica comum nas redações brasileiras, a de revelar o principal e depois fazê-lo render em “suítes”, que é como chamamos as “continuações” de alguma revelação inpactante.

Ele tem todas as peças do tabuleiro, porque tem a informação que os demais não tem e as dispõe no tempo e na forma que fazem com que os próprios personagens do caso fechem as brechas pelas quais poderiam tentar escapar.



TIJOLAÇO

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