Em Florianópolis, mais de 30 mil pessoas saíram em passeata pelas ruas da cidade contra as mudanças na aposentadoria e também contra os cortes na educação LUCIMARA CARDOZO


São Paulo — Mais de 45 milhões de brasileiros cruzaram os braços e aderiram à greve geral desta sexta-feira (14), em repúdio à proposta de “reforma” da Previdência do governo de Jair Bolsonaro (PSL). Houve atos em mais de 375 cidades do país, incluindo as capitais, como mostra o Mapa Interativo produzido pelo Armazém Memória e a Comissão Justiça e Paz de São Paulo, com apoio da CUT e da UNE.

Em São Paulo, o ato na Avenida Paulista reuniu, no começo da noite, cerca de 50 mil pessoas, de acordo com os organizadores. Na manifestação, o presidente da CUT, Vagner Freitas, disse que o Brasil deu um recado ao presidente Bolsonaro e ao ministro da Economia, Paulo Guedes, uma mensagem clara contra a “reforma” da Previdência proposta pelo atual governo.

“O relatório (de Samuel Moreira) é ruim. Não concordamos. Ele é melhor que a reforma do Bolsonaro, mas também retira direitos, portanto, não vamos arrefecer a luta só porque tiraram a capitalização e outras medidas. A CUT vai continuar organizando greves até derrubar totalmente esta reforma”, afirmou.

Vagner Freitas criticou também a falta de uma política econômica que crie emprego e renda. Segundo ele, o país está parado e inerte, enquanto o governo se esconde atrás da aposentadoria do pensionista para resolver a crise econômica.

Pelo país


No Paraná, o dia foi de protestos nas cidades de Curitiba, Ponta Grossa, Matinhos, Paranavaí e Guarapuava. Ainda na região Sul do país, mais de 30 mil pessoas saíram em passeata pelas ruas de Florianópolis, contra as mudanças na aposentadoria e também e contra os cortes na educação. “A nossa luta unificou, é estudante junto com trabalhador”, diziam os manifestantes. No Rio Grande do Sul, houve atos na capital Porto Alegre e em dezenas de cidades do interior do estado.

Na região Nordeste, houve manifestações em João Pessoa, Salvador, Aracaju, Natal, e em dezenas de cidades do interior. No Rio de Janeiro, o principal palco das manifestações foi a Candelária, que ficou lotada de manifestantes, além de atos nas cidades de Paraty e Campos de Goytacazes.



Rede Brasil Atual

1 Comentários

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  1. kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk Quanto mesmo; 45 milhões sem poder atravessar de uma rua pra outra ou seja, de um bairro para o outro - para ir trabalhar ?

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