Ricardo Salles foi cobrado por políticas do ministério, mas não ficou até o fim da sessão Geraldo Magela/Agência Senado
O ministro Ricardo Salles foi vaiado no Senado, na manhã desta quinta-feira (6), ao participar de sessão especial em comemoração ao Dia do Meio Ambiente, celebrado ontem, 5 de junho. Além das vaias, foi chamado de "fujão", ao sair do plenário da Casa antes do término do evento.
"A democracia é assim. Cada um reage da maneira que quiser", afirmou ao deixar o local cercado de assessores, sem mais nenhum comentário sobre as cobranças que ouviu antes de seu pronunciamento.
Segundo Salles, a visão do governo "é muito mais de colaborar". "Meu papel enquanto Executivo precisa sempre ser de colocar a boa gestão com o que temos de recursos humanos e, sobretudo, financeiros".
"Tenho a missão de defender o que fazemos no Ministério, e fazemos porque temos a convicção de que são medidas necessárias. Não há pessoas minimamente razoáveis que possam negar a importância do meio ambiente. A forma de fazer isso é que parece que traz caminhos distintos, que também contempla diferença entre fatos e versões"
Salles afirmou que o governo não nega a existência de mudanças climáticas e, por isso, "permaneceu no acordo de Paris". "A forma de encaminhar isso é que muitas vezes é diferente". Em março, quando também esteve no Senado, Salles afirmou que não há acordo sobre a parcela de responsabilidade da atividade humana para causar mudanças climáticas. "Quanto disso é decorrente da atividade humana e quanto é natural da dinâmica do planeta?", questionou na época, defendendo que isso é uma discussão acadêmica e que não deveria ser alvo prioritário dos recursos um órgão governamental.
Falou ainda das unidades de conservação e destacou que não há intenção de extingui-las. "Muitas foram criadas sem preocupação de regularização de dirimir conflitos e a principal consequência é a permanência de ameaças à questão ambiental". No início de maio, no entanto, o Ministério do Meio Ambiente instituiu um grupo de trabalho para revisar a criação de 334 unidades de conservação e, em entrevista à imprensa, o ministro não descartou a possibilidade de revogação de algumas delas.
Com relação ao fim de órgãos, o ministro culpou sucateamentos recebidos de gestões anteriores. Neste momento foi vaiado pela primeira vez. O ministro já havia feito comentário semelhante ao rebater críticas que recebeu dos ex-ministros do Meio Ambiente.
Em referência à deputada Joênia Wapichana (Rede-RR), que falou antes dele, Ricardo Salles, disse concordar com a importância dos povos indígenas na conservação das florestas. "Reconhecemos que há uma falta de regularização jurídica e alternativas e econômicas a essas terras e fazem com que esse conflito permanente vá se perpetuando e precisamos ataca a causa das pressões já existentes".
Ao longo deste mês, o Senado prepara ainda uma série de atividades do programa Junho Verde, que inclui a iluminação do prédio e audiências públicas.
Congresso em Foco
O ministro Ricardo Salles foi vaiado no Senado, na manhã desta quinta-feira (6), ao participar de sessão especial em comemoração ao Dia do Meio Ambiente, celebrado ontem, 5 de junho. Além das vaias, foi chamado de "fujão", ao sair do plenário da Casa antes do término do evento.
"A democracia é assim. Cada um reage da maneira que quiser", afirmou ao deixar o local cercado de assessores, sem mais nenhum comentário sobre as cobranças que ouviu antes de seu pronunciamento.
Segundo Salles, a visão do governo "é muito mais de colaborar". "Meu papel enquanto Executivo precisa sempre ser de colocar a boa gestão com o que temos de recursos humanos e, sobretudo, financeiros".
"Tenho a missão de defender o que fazemos no Ministério, e fazemos porque temos a convicção de que são medidas necessárias. Não há pessoas minimamente razoáveis que possam negar a importância do meio ambiente. A forma de fazer isso é que parece que traz caminhos distintos, que também contempla diferença entre fatos e versões"
Salles afirmou que o governo não nega a existência de mudanças climáticas e, por isso, "permaneceu no acordo de Paris". "A forma de encaminhar isso é que muitas vezes é diferente". Em março, quando também esteve no Senado, Salles afirmou que não há acordo sobre a parcela de responsabilidade da atividade humana para causar mudanças climáticas. "Quanto disso é decorrente da atividade humana e quanto é natural da dinâmica do planeta?", questionou na época, defendendo que isso é uma discussão acadêmica e que não deveria ser alvo prioritário dos recursos um órgão governamental.
Falou ainda das unidades de conservação e destacou que não há intenção de extingui-las. "Muitas foram criadas sem preocupação de regularização de dirimir conflitos e a principal consequência é a permanência de ameaças à questão ambiental". No início de maio, no entanto, o Ministério do Meio Ambiente instituiu um grupo de trabalho para revisar a criação de 334 unidades de conservação e, em entrevista à imprensa, o ministro não descartou a possibilidade de revogação de algumas delas.
Com relação ao fim de órgãos, o ministro culpou sucateamentos recebidos de gestões anteriores. Neste momento foi vaiado pela primeira vez. O ministro já havia feito comentário semelhante ao rebater críticas que recebeu dos ex-ministros do Meio Ambiente.
Em referência à deputada Joênia Wapichana (Rede-RR), que falou antes dele, Ricardo Salles, disse concordar com a importância dos povos indígenas na conservação das florestas. "Reconhecemos que há uma falta de regularização jurídica e alternativas e econômicas a essas terras e fazem com que esse conflito permanente vá se perpetuando e precisamos ataca a causa das pressões já existentes".
Ao longo deste mês, o Senado prepara ainda uma série de atividades do programa Junho Verde, que inclui a iluminação do prédio e audiências públicas.
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