
Imagens de satélite mostra o centro de imigrantes depois do ataque aéreo no subúrbio de Trípoli, Tajoura, Líbia, 3 de julho de 2019.©2019 Maxar Technologies/Handout via REUTERS
Os Estados Unidos impediram a adoção de uma declaração, proposta pelo Reino Unido condenando o bombardeio, depois de mais de duas horas de reunião. O documento também pediu o cessar-fogo e instou o retorno ao diálogo político. Mas diplomatas dos EUA disseram na reunião que eles precisavam da aprovação de Washington para ratificar o texto, e a discussão terminou sem o aval dos Estados Unidos.
O ataque aconteceu em Tajoura, perto de Tripoli, e foi atribuído pelo governo às forças rivais de Khalifa Haftar, um ex-marechal líbio, engajado em uma ofensiva para tomar a capital desde a queda do ex-ditador Muamar Khadafi, em 2011. Mas o porta-voz das forças pró-Haftar, Ahmad al-Mesmari, desmentiu qualquer envolvimento no ataque, acusando o governo de “fomentar um complô”.
Mais de 600 migrantes moravam no centro de detenção, a maioria do Sudão e da Eritreia. Segundo o responsável do local, Noureddine al-Grifi, 120 migrantes estavam no prédio número 3, que foi atingido em cheio pelo bombardeio. “Havia cadáveres, sangue e pedaços de pele espalhados para todos os lados”, contou Al-Mahdi Hafyan, um marroquino de 26 que ficou ferido no ataque. Ele veio à Líbia para tentar atravessar o mar Mediterâneo e chegar clandestinamente à Europa. Esta é a segunda vez que o centro é atingido desde a ofensiva pro-Haftar, no dia 4 de abril, que tem o apoio dos Emirados Árabes Unidos e do Egito.
ONU pede investigação independente
O emissário da ONU, Ghassan Salamé, condenou uma “carnificina ignóbil e sangrenta”, em um comunicado da Missão da ONU na Líbia. O secretário-geral das Nações Unidas, Antonio Guterres, pediu uma “investigação independente” sobre o ataque contra o centro e reiterou seu apelo pedindo um “cessar-fogo" imediato no país.
“A ONU forneceu a localização exata do centro de detenção às duas partes envolvidas no conflito para evitar que ele não seja tomado como alvo”, explicou o porta-voz de Guterres. O drama evidencia a urgência em abrigar refugiados e migrantes até que seus pedidos de asilo sejam aceitos ou que eles sejam repatriados em segurança ao país de origem.” A Organização das Nações Unidas se diz preocupada com o destino de cerca de 3.500 migrantes e refugiados que estão “em perigo em centros de detenção situados perto das zonas de combate.
Depois do ataque, diversas organizações não governamentais expressaram seu “horror” diante dos acontecimentos e pediram uma investigação. O ataque foi condenado pela União Europeia, a União Africana, a França, a Itália, o Catar, a Nigéria e a Turquia.
RFI
A morte de pelo menos 44 migrantes em um bombardeio aéreo contra um centro de detenção na Líbia provocou comoção internacional. Em uma reunião nesta quarta-feira (3), o Conselho de Segurança da ONU, entretanto, não condenou por unanimidade o ataque, ocorrido na terça-feira (2).
Os Estados Unidos impediram a adoção de uma declaração, proposta pelo Reino Unido condenando o bombardeio, depois de mais de duas horas de reunião. O documento também pediu o cessar-fogo e instou o retorno ao diálogo político. Mas diplomatas dos EUA disseram na reunião que eles precisavam da aprovação de Washington para ratificar o texto, e a discussão terminou sem o aval dos Estados Unidos.
O ataque aconteceu em Tajoura, perto de Tripoli, e foi atribuído pelo governo às forças rivais de Khalifa Haftar, um ex-marechal líbio, engajado em uma ofensiva para tomar a capital desde a queda do ex-ditador Muamar Khadafi, em 2011. Mas o porta-voz das forças pró-Haftar, Ahmad al-Mesmari, desmentiu qualquer envolvimento no ataque, acusando o governo de “fomentar um complô”.
Mais de 600 migrantes moravam no centro de detenção, a maioria do Sudão e da Eritreia. Segundo o responsável do local, Noureddine al-Grifi, 120 migrantes estavam no prédio número 3, que foi atingido em cheio pelo bombardeio. “Havia cadáveres, sangue e pedaços de pele espalhados para todos os lados”, contou Al-Mahdi Hafyan, um marroquino de 26 que ficou ferido no ataque. Ele veio à Líbia para tentar atravessar o mar Mediterâneo e chegar clandestinamente à Europa. Esta é a segunda vez que o centro é atingido desde a ofensiva pro-Haftar, no dia 4 de abril, que tem o apoio dos Emirados Árabes Unidos e do Egito.
ONU pede investigação independente
O emissário da ONU, Ghassan Salamé, condenou uma “carnificina ignóbil e sangrenta”, em um comunicado da Missão da ONU na Líbia. O secretário-geral das Nações Unidas, Antonio Guterres, pediu uma “investigação independente” sobre o ataque contra o centro e reiterou seu apelo pedindo um “cessar-fogo" imediato no país.
“A ONU forneceu a localização exata do centro de detenção às duas partes envolvidas no conflito para evitar que ele não seja tomado como alvo”, explicou o porta-voz de Guterres. O drama evidencia a urgência em abrigar refugiados e migrantes até que seus pedidos de asilo sejam aceitos ou que eles sejam repatriados em segurança ao país de origem.” A Organização das Nações Unidas se diz preocupada com o destino de cerca de 3.500 migrantes e refugiados que estão “em perigo em centros de detenção situados perto das zonas de combate.
Depois do ataque, diversas organizações não governamentais expressaram seu “horror” diante dos acontecimentos e pediram uma investigação. O ataque foi condenado pela União Europeia, a União Africana, a França, a Itália, o Catar, a Nigéria e a Turquia.
RFI
Postar um comentário
-Os comentários reproduzidos não refletem necessariamente a linha editorial do blog
-São impublicáveis acusações de carácter criminal, insultos, linguagem grosseira ou difamatória, violações da vida privada, incitações ao ódio ou à violência, ou que preconizem violações dos direitos humanos;
-São intoleráveis comentários racistas, xenófobos, sexistas, obscenos, homofóbicos, assim como comentários de tom extremista, violento ou de qualquer forma ofensivo em questões de etnia, nacionalidade, identidade, religião, filiação política ou partidária, clube, idade, género, preferências sexuais, incapacidade ou doença;
-É inaceitável conteúdo comercial, publicitário (Compre Bicicletas ZZZ), partidário ou propagandístico (Vota Partido XXX!);
-Os comentários não podem incluir moradas, endereços de e-mail ou números de telefone;
-Não são permitidos comentários repetidos, quer estes sejam escritos no mesmo artigo ou em artigos diferentes;
-Os comentários devem visar o tema do artigo em que são submetidos. Os comentários “fora de tópico” não serão publicados;