O ministro da Justiça e Segurança Pública Sergio Moro vai se afastar do cargo na próxima semana para “tratar de assuntos particulares”. O pedido de afastamento ocorre em meio a divulgação de nova leva de mensagens envolvendo o ex-juiz e procuradores da força-tarefa da Lava Jato que sugerem que teria interferido em investigações.
A informação foi publicada na edição desta segunda-feira, 8, no “Diário Oficial da União”. Moro ficará fora do governo entre os dias 15 e 19 de julho. Segundo a rádio CBN, a assessoria de imprensa do ministro afirmou que ele estará em período de férias.
As mensagens divulgadas pelo site “The Intercept” estão sendo divulgadas desde o início de junho e envolvem principalmente Moro e o procurador Deltan Dallagnol.
Chamados de “VazaJato”, os vazamentos revelam diálogos pelo aplicativo Telegram que mostram que o ministro teria articulado com procuradores da operação andamentos de investigações, inclusão de provas e sugerido testemunhas para investigações da Lava Jato.
Neste domingo, 7, a “Folha”, em parceria com o Intercept, divulgou novos trechos de conversas que apontam que a força-tarefa da operação debateu estratégias para vazar dados sigilosos da delação da Odebrecht sobre corrupção na Venezuela para fragilizar o governo Maduro.
Nem Moro nem Dallagnol reconhecem a veracidade das mensagens. Moro tem dito que, se fossem verdadeiros, os diálogos não demonstrariam nenhuma ilegalidade.
Catraca Livre

Crédito: Marcelo Camargo / Agência BrasilO ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro
As mensagens divulgadas pelo site “The Intercept” estão sendo divulgadas desde o início de junho e envolvem principalmente Moro e o procurador Deltan Dallagnol.
Chamados de “VazaJato”, os vazamentos revelam diálogos pelo aplicativo Telegram que mostram que o ministro teria articulado com procuradores da operação andamentos de investigações, inclusão de provas e sugerido testemunhas para investigações da Lava Jato.
Neste domingo, 7, a “Folha”, em parceria com o Intercept, divulgou novos trechos de conversas que apontam que a força-tarefa da operação debateu estratégias para vazar dados sigilosos da delação da Odebrecht sobre corrupção na Venezuela para fragilizar o governo Maduro.
Nem Moro nem Dallagnol reconhecem a veracidade das mensagens. Moro tem dito que, se fossem verdadeiros, os diálogos não demonstrariam nenhuma ilegalidade.
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