A promessa é de que leve no máximo 120 dias para desaparecer na natureza (Foto: Reprodução)

Pesquisadores da USP, comprovando a eficiência dos estudos em universidades publicas, desenvolvem plástico 100% biodegradável; produto é economicamente competitivo em relação ao plástico comum


Para contrariar a avaliação do ministro da Educação, Abraham Weintraub, que considera o desempenho acadêmico das universidades públicas “aquém do esperado”, uma equipe multidisciplinar de pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP, em Ribeirão Preto, desenvolveu um tipo de plástico 100% biodegradável. O produto é economicamente competitivo em relação ao plástico comum. Weintraub chegou a dizer que as universidades públicas eram redutos de balbúrdia por parte dos estudantes.

O plástico 100% biodegradável é apresentado pelos pesquisadores como uma alternativa direta ao comum. Eles afirmam que o produto será tão barato quanto o polímero sintético produzido a partir do petróleo, que pode levar até 500 anos para desaparecer da natureza. Já o bioplástico, a promessa é de que leve no máximo 120 dias, de acordo com a USP.

Na busca por um produto sustentável, que substituísse o polímero sintético, os pesquisadores fizeram diversos testes em resíduos agroindustriais que resultaram num produto com qualidades técnicas e econômicas promissoras, além de amigáveis ao meio ambiente.

Os filmes plásticos biodegradáveis foram desenvolvidos pela química Bianca Chieregato Maniglia e sua equipe, a partir de matrizes de amido presentes em resíduos agroindustriais de cúrcuma, babaçu e urucum. A invenção ainda precisa de mais estudos e testes antes de ser liberada para comercialização em massa.


Revista Fórum

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