Cantora também comentou a tentativa de censura na Bienal do Livro do Rio de Janeiro, quando o prefeito Marcelo Crivella mandou fiscais para recolherem HQ com beijo gay
“Quando eu assisti pela televisão que o Crivella tinha censurado o beijo de dois homens na Bienal do Rio, que eu vi as pessoas falando que ele tinha permitido vender os livros num invólucro preto, me lembrei do Índia“, disse a cantora. O disco Índia de Gal saiu nos anos 1970 e foi censurado, sendo comercializado em plástico preto.
“Tomei um susto”, continua, “porque me veio essa lembrança, e aí achei uma coisa horrorosa, porque, com o governo federal que a gente tem hoje, a gente fica assustada com as declarações, com a maneira como as coisas são tratadas.”
Gal Costa também expressou um temor que é tão dela quanto de qualquer outra pessoa que viveu a Ditadura Militar: “A gente que viveu na época da ditadura tem medo que isso volte, está aí na atmosfera. Mas o povo brasileiro hoje está mais atento, tem mídias digitais, a gente sabe tudo o que está acontecendo na hora, e portanto a gente sabe que as pessoas se mobilizam em outros Estados.”
Ela assegura: “As instituições democráticas são mais consolidadas, fortes, a ditadura não vai se implantar. A gente tem que ficar atento, não pode deixar isso acontecer, e o papel dos artistas neste momento é fundamental.”
“É preciso estar atento”
Um ano após a AI-5, Gal Costa lançou seu primeiro disco solo: Gal Costa. Um dos destaques do álbum é a faixa Divino Maravilhoso, canção que foi recentemente regravada por Caetano Veloso – co-autor da letra – e pela cantora IZA.
Em plena ditadura, Gal cantava que é “preciso estar atento e forte”, em uma das músicas mais emblemáticas da época. Hoje, ela pede novamente para que fiquemos atentos, mas para que o cenário em que Divino Maravilhoso foi lançada não se repita.
Revista Fórum

Postar um comentário
-Os comentários reproduzidos não refletem necessariamente a linha editorial do blog
-São impublicáveis acusações de carácter criminal, insultos, linguagem grosseira ou difamatória, violações da vida privada, incitações ao ódio ou à violência, ou que preconizem violações dos direitos humanos;
-São intoleráveis comentários racistas, xenófobos, sexistas, obscenos, homofóbicos, assim como comentários de tom extremista, violento ou de qualquer forma ofensivo em questões de etnia, nacionalidade, identidade, religião, filiação política ou partidária, clube, idade, género, preferências sexuais, incapacidade ou doença;
-É inaceitável conteúdo comercial, publicitário (Compre Bicicletas ZZZ), partidário ou propagandístico (Vota Partido XXX!);
-Os comentários não podem incluir moradas, endereços de e-mail ou números de telefone;
-Não são permitidos comentários repetidos, quer estes sejam escritos no mesmo artigo ou em artigos diferentes;
-Os comentários devem visar o tema do artigo em que são submetidos. Os comentários “fora de tópico” não serão publicados;