Agência Brasil
A declaração foi dada pelo delegado Waldir, líder do governo Bolsonaro na Câmara Federal, de acordo com a coluna de Guilherme Amado na revista Época.
Foi mais uma reação à mensagem que o presidente da República deu a um eleitor que encontrou diante do Palácio do Alvorada, em Brasília.
Ao fã, que se apresentou como futuro candidato do PSL em Pernambuco, Bolsonaro mandou esquecer o partido e o presidente da legenda, Luciano Bivar, que estaria “queimado”.
Waldir mandou bala no presidente da República:
“Como você fala do quintal alheio se o seu quintal está sujo? As candidaturas em Minas Gerais e Pernambuco estão sendo investigadas. Mas o filho do presidente também”.
O líder do PSL se refere ao fato de que, nos dois estados, o partido aparentemente lançou laranjas para cumprir a cota de 30% de mulheres candidatas.
Com isso, desviou dinheiro público do fundo partidário.
Bolsonaristas tentam empurrar para a conta de Bivar o plantio do laranjal.
O presidente do partido, Luciano Bivar, disse que atuou “umbilicalmente” com Bolsonaro para eleger a segunda maior bancada do Congresso.
Até agora, o único indiciado foi o ex-presidente do PSL em Minas Gerais, o hoje ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio, o deputado federal mais votado no estado em 2018.
Na semana passada, vazou para a Folha de S. Paulo uma planilha mostrando que dinheiro do laranjal de Marcelo Antônio respingou na campanha presidencial de Jair Bolsonaro.
O ministro chefe anticorrupção, Sergio Moro, se antecipou nas redes sociais e antes mesmo de a denúncia ser aceita pela Justiça — e com investigações ainda em andamento — isentou o chefe.
A ação de Moro, que como ministro da Justiça é chefe da Polícia Federal, pode ser vista como tentativa de intimidar subordinados encarregados de investigar o patrão.
“Estamos de braços abertos para a família Bolsonaro”, disse ao Estadão o presidente da reeditada União Democrática Nacional, a UDN, que deverá completar seu processo de legalização até o final deste ano.
A UDN original foi uma das responsáveis pelo golpe cívico-militar de 1964, que instalou uma ditadura que durou 25 anos — da qual a família Bolsonaro é fã.
Porém, a UDN não dispõe de R$ 359 milhões de reais em fundo partidário para as eleições de 2020, que serão essenciais para o projeto político dos Bolsonaro.
Este é o valor do fundo partidário à disposição do PSL.

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