Kailash Satyarthi foi laureado com o prêmio em 2014 por sua atuação pelo direito das crianças. Adolfo Pérez Esquivel já visitou Lula duas vezes

Publicado por Redação RBA

VIGÍLIA LULA LIVRE
"Lula disse que está determinado a sair e viver até os 120 anos", contou Kailash Satyarthi


São Paulo – O ativista indiano Kailash Satyarthi esteve na manhã de hoje (24) na sede da Polícia Federal do Paraná para um encontro com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, preso desde 7 de abril de 2018, após condenação sem provas pela Operação Lava Jato, em processo relativo ao triplex de Guarujá. Neste ano, o conluio orquestrado por procuradores do Ministério Público e pelo ministro Sergio Moro, quando juiz, veio à tona e revelou o teor político da prisão.

Lula foi indicado ao Nobel da Paz deste ano por seu trabalho pela redução da pobreza no Brasil, que retirou o país do Mapa da Fome das Nações Unidas durante seu mandato. Kailash Satyarthi falou sobre esse legado do petista. “Nós estamos muito gratos pela mudança que ele fez para milhões de pessoas neste país maravilhoso. Nós sabemos que ele lançou programas para tirar milhões de pessoas da pobreza e da fome. E, devido à contribuição dele, milhões de crianças tiveram a oportunidade de não serem escravizadas e nem passarem fome.”

O indiano ainda disse que Lula encontra-se fisicamente bem e disposto a provar sua inocência. “Lula disse que está determinado a sair e viver até os 120 anos”, afirmou.

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Na parte da tarde, foi a vez do vice-presidente do PT, Marcio Macedo, visitar o ex-presidente, ao lado do deputado federal José Guimarães (PT-CE). “Lula pediu para cuidarmos do PT, cuidarmos das eleições, lançarmos candidatos, engajar com movimentos sociais. Pediu cuidado com a agenda nociva do Bolsonaro”, relatou Macedo. “O projeto de entrega do patrimônio nacional está a todo vapor, destruindo o país. Vamos seguir na resistência. A tarefa do PT e dos movimentos sociais é de continuar a luta. Lula é preso político e não vamos descansar enquanto ele não estiver livre”, acrescentou.

Guimarães, por sua vez, disse que teve uma conversa pessoal com Lula sobre a infância pobre que compartilham. “É um carinho extraordinário. Foi um momento de muita emoção (…) É duro, mas temos que ser fortes. O que Lula está fazendo passa força para o Brasil. Temos que fazer tudo pela liberdade de Lula.”


Rede Brasil Atual

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