© AFP 2019 / FEDERICO PARRA

A Venezuela afirma que o ataque contra um batalhão militar no estado de Bolívar buscava armas para fazer uma investida falsa contra a Colômbia e criar contexto para justificar uma intervenção militar dos EUA.

"Essa era a intenção: roubar as armas para continuar atuando em todos os tipos de ações terroristas na Venezuela, mas também montar um falso positivo que serviria como causa de guerra para que os Estados Unidos pudessem intervir militarmente contra a Venezuela", afirmou o ministro da Comunicação e Informação, Jorge Rodríguez, em coletiva de imprensa.

Ainda de acordo com Rodríguez, o governo de Iván Duque, presidente da Colômbia, recebeu instruções para gerar o falso ataque que serviria para justificar uma ação posterior de Washington. A ação seria realizada com lançadores de foguetes roubados dos militares venezuelanos.
"Desmantelamos o plano chamado Natal Sangrento, do grupo de direita de [Juan] Guaidó, no qual foi encontrada a participação dos governos da Colômbia, Peru e Brasil", disse o ministro.

De acordo com a Folha de S. Paulo, o Ministério das Relações Exteriores do Brasil afirma que não teve nenhuma participação no episódio.

Membros da Guarda Nacional Bolivariana da Venezuela se rebelaram e roubaram armas das forças de segurança da Venezuela, mas a maior parte dos armamentos foi recuperada e seis pessoas foram presas por envolvimento no ataque, de acordo com Caracas.

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