Em governos anteriores, isso tinha nome...
Veio à tona nos últimos dias a notícia de que Jair Bolsonaro vai intensificar sua atuação como garoto-propaganda do "Aliança pelo Brasil", partido que ele pretende criar (e que seria o nono de sua carreira política). Para coletar até março as 491,9 mil assinaturas necessárias para colocar a sigla em funcionamento a tempo de estar nas eleições municipais de outubro, Bolsonaro deve viajar a 21 estados até o fim de fevereiro e participar pessoalmente da coleta de apoio em alguns desses locais, especialmente no Nordeste.
Na quinta-feira 9/I, a executiva nacional do Aliança pelo Brasil se reuniu com coordenadores locais e definiu um calendário de atos até fevereiro em todas as capitais. A expectativa da legenda é de que Bolsonaro participe da maioria deles. O presidente, inclusive, disse à cúpula do partido que quer se engajar pessoalmente na coleta de assinaturas e estar presente na abertura das cerimônias em São Paulo e em estados do Nordeste governados por partidos de esquerda.
Os primeiros eventos acontecerão em Brasília (DF) e João Pessoa (PB), no dia 18/I. Os dois últimos estão previstos para 16/II no Rio de Janeiro (RJ) e em Palmas (TO).
Nesta quarta-feira 15/I, o jornalista Kennedy Alencar propõe em seu blog uma oportuna reflexão sobre isso:
O presidente Jair Bolsonaro disse que pretende viajar pelo país a fim de coletar assinatura para a criação de seu novo partido, o Aliança pelo Brasil. Isso tinha nome em governos anteriores. A imprensa chama de uso da máquina pública, de campanha eleitoral antecipada.
Usar dinheiro do contribuinte para planejar viagens sob medida para turbinar um projeto político-eleitoral é ilegal. É caso de crime de responsabilidade.
Não dá para normalizar isso.
Conversa Afiada

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