Pastor da igreja presbiteriana de Londrina, no Paraná, usou púlpito para convencer integrantes da congregação colocarem seus nomes na lista para lançar o Aliança pelo Brasil
Por Jornal GGN
Reverendo Emerson Patriota, da Igreja Presbiteriana de Londrina. | Foto: Reprodução/Youtube
Jornal GGN – A saga em busca das assinaturas necessárias para lançar o novo partido de Jair Bolsonaro, o Aliança pelo Brasil, continua. Dessa vez, fiéis da Igreja Presbiteriana Central de Londrina, no Paraná, foram “desafiados” pelo reverendo Emerson Patriota a assinarem ficha de apoio à criação da legenda, durante culto no domingo, 25 de janeiro. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
Na ocasião, também estavam representantes de um cartório da cidade para fazer o reconhecimento das assinaturas, como exige a Justiça eleitoral. O deputado federal Filipe Barros (PSL-PR), aliado de Bolsonaro e seguidor da igreja, foi quem articulou a campanha de coleta de assinaturas no local.
No domingo, os fiéis que chegavam à igreja podiam observar um ônibus estampado com a marca do Aliança, junto com fotos de Bolsonaro e de Felipe Barros. O automóvel é chamado pelos apoiadores de “busão do Aliança”.
Já durante o culto, enquanto dava avisos sobre as atividades da igreja, o pastor anunciou a presença dos funcionários do cartório. “Nós estamos desafiando você, todos, a passarem lá, conhecerem o estatuto, os valores. Na verdade, eu estava conversando com algumas pessoas e disseram que é mais difícil entrar nesse partido do que em algumas igrejas por aí. Tem que ter mais vida idônea do que algumas igrejas exigem. Isso é muito bom porque tem valores familiares”, afirmou.
Igreja presbiteriana central de Londrina, apoia escandaradamente o partido da 38, aliança pelo Brasil, mais conhecido como o partido da bala mesmo. pic.twitter.com/FWT7YbVc7Y— Jackson Augusto (@Afrocrente) January 28, 2020
Para concorrer nas eleições municipais deste ano, o Aliança precisa de 491 mil assinaturas e ser homologado até 4 de abril. Até agora o partido alcançou 60% do total exigido e tem recorrido a diversas ações para conseguir sair do papel. Em atividade ilegal, a legenda chegou a realizar recolhimento de assinaturas dentro de um Cartório de Notas, no Pará.
Para o Estadão, o deputado Felipe Barros comemorou as “centenas” de assinaturas recolhidas por meio do desafio lançando durante o culto. O parlamentar também afirmou que o “busão do Aliança” está percorrendo o interior do Paraná em busca de mais apoiadores.
Segundo o jornal, lideranças de outras igrejas evangélicas também estão se mobilizando para ajudar Bolsonaro oficializar o partido. No sábado, 25 de janeiro, o presidente da Assembleia de Deus no Amazonas, Jônatas Câmara, pediu aos fiéis que assinassem a lista de apoiadores do Aliança no Estado.
Ouvidos pelo Estadão, especialistas afirmaram que as ações nas igrejas não são ilegais. A restrição só ocorre em período de campanha eleitoral.
GGN

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