© REUTERS / Luisa Gonzalez
A autoproclamada presidente de Bolívia, Jeanine Áñez, acredita que o Tribunal Constitucional Plurinacional (TCP) irá prolongar o seu mandato e o do parlamento para depois de 22 de janeiro.
A presidente de fato da Bolívia considera "apropriado" que o Tribunal decida prolongar sua gestão e a do parlamento para depois de 22 de janeiro, para supostamente evitar um vácuo de poder antes da posse de um novo governo."Eu compreendo, com todas as consultas com diferentes constitucionalistas e o assessoramento que temos tido, que o mais apropriado seria que nós tenhamos o prolongamento do mandato, porque não poderíamos governar sem uma Assembleia. Creio que é o mais democrático", disse Áñez durante uma coletiva de imprensa na cidade de Sucre, onde esteve presente na inauguração do ano judicial 2020.
No mês passado, três partidos políticos da Assembleia Legislativa (MAS, UD, PDC) enviaram para consulta de constitucionalidade uma lei que prolonga os mandatos do governo, da Assembleia Plurinacional e das autoridades subnacionais até que sejam escolhidos os novos mandatários nas eleições definidas para o próximo 3 de maio.
Nesta terça-feira (31), o TCP recebeu formalmente este projeto de lei para começar o seu processamento, tendo um prazo de 30 dias para emitir o seu parecer.
De acordo com a Constituição, 22 de janeiro é a data estabelecida para a mudança de autoridades do executivo e dos representantes da Assembleia Legislativa, no entanto a crise política desencadeada após as eleições no dia 20 de outubro e subsequente golpe de Estado contra Evo Morales poderiam causar uma mudança.
O ex-presidente renunciou à Presidência da Bolívia no dia 10 de novembro, após um pedido expresso da polícia e das Forças Armadas, poucos dias depois que um relatório da Organização dos Estados Americanos (OEA) apontou supostas irregularidades nas eleições do dia 20 de outubro.

Postar um comentário
-Os comentários reproduzidos não refletem necessariamente a linha editorial do blog
-São impublicáveis acusações de carácter criminal, insultos, linguagem grosseira ou difamatória, violações da vida privada, incitações ao ódio ou à violência, ou que preconizem violações dos direitos humanos;
-São intoleráveis comentários racistas, xenófobos, sexistas, obscenos, homofóbicos, assim como comentários de tom extremista, violento ou de qualquer forma ofensivo em questões de etnia, nacionalidade, identidade, religião, filiação política ou partidária, clube, idade, género, preferências sexuais, incapacidade ou doença;
-É inaceitável conteúdo comercial, publicitário (Compre Bicicletas ZZZ), partidário ou propagandístico (Vota Partido XXX!);
-Os comentários não podem incluir moradas, endereços de e-mail ou números de telefone;
-Não são permitidos comentários repetidos, quer estes sejam escritos no mesmo artigo ou em artigos diferentes;
-Os comentários devem visar o tema do artigo em que são submetidos. Os comentários “fora de tópico” não serão publicados;