Não há família cubana que não sofra as consequências do bloqueio. Por outro lado, o mundo está privado de utilizar as inovações de Cuba

Os médicos cubanos percorrem o mundo, inclusive o Brasil, prestando assistência aos povos (Foto: Divulgação)

"O bloqueio dos Estados Unidos a Cuba é o regime de sanções mais injusto, severo e prolongado que já se aplicou contra um país" - escreve Maritza Camejo Castillo, funcionária do Consulado Geral de Cuba, em São Paulo, licenciada em Ciências Farmacêuticas da Universidade de Havana e mestra em Tecnologia e Controle de Medicamentos.


"O sistema de saúde cubano sofre graves consequências por essa política abusiva. Tem, por exemplo, dificuldade para adquirir medicamentos, matérias-primas, reagentes de laboratórios e outros insumos necessários para o funcionamento do setor farmacêutico. O governo cubano é forçado a obter esses materiais em mercados distantes e, muitas vezes, com o uso de intermediários, o que impõe o aumento dos preços nesse setor".

"Apesar da estratégia destrutiva do governo dos EUA – e graças à política humanista da Revolução Cubana –, resultados no âmbito social foram alcançados, algo comparável ao de países desenvolvidos".

"O setor de saúde permaneceu, invariavelmente, entre as prioridades da revolução. Tanto na Constituição de 1976 quanto na vigente, assegurar o estado de bem estar do povo vem sendo representado como um dever incondicional. A atual Constituição, em seu artigo 72, consagra a saúde pública como 'um direito de todas as pessoas' e estabelece a responsabilidade do Estado em 'garantir o acesso, a gratuidade e a qualidade dos serviços de atenção, proteção e recuperação'.

"No entanto, os danos provocados pelas sanções contra Cuba no âmbito da saúde são inquestionáveis".

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Brasil 247

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