"É impressão minha ou o governo tá falando de um condensador de umidade do ar como um puta investimento tecnológico?", criticou o físico Eduardo Sato

Foto: Rafael Carvalho/Governo de Transição

O presidente Jair Bolsonaro fez um anúncio curioso neste domingo (2). Segundo ele, o Brasil vai trazer uma fábrica israelense que “extrai água do ar” com o objetivo de “enfrentar a falta de água no Nordeste”.

“Fábrica israelense que extrai água do ar será construída no Brasil. Mais uma via de enfrentamento da falta de água no Nordeste, além da dessalinização, poços artesianos e São Francisco. O empreendimento também criará empregos e desenvolvimento da região”, declarou o presidente pelo Twitter.

O ministro da Ciência e Tecnologia, Marcos Pontes, também comentou a novidade, sem dar muitos detalhes. “Uma instalação que fabrica tecnologia israelense que extrai água do ar será construída no Brasil. O plano ajuda a enfrentar um dos grandes desafios do Brasil: a escassez de água no Nordeste. Os equipamentos conseguem produzir água mesmo nas condições de baixa umidade da região”, declarou.

Segundo Thaís Garcia, do Conexão Política, o anúncio do governo se refere a um acordo feito com a empresa Watergen. A empresa isralense vai instalar, na realidade, uma indústria que produz geradores de água atmosférica.

O físico Eduardo Sato, doutorando em Física de Altas Energias na Unicamp, criticou o anúncio pelo Twitter. “É impressão minha ou o governo tá falando de um condensador de umidade do ar como um puta investimento tecnológico? E ainda falando que vai resolver o problema de falta d’água?? Eu tô delirando?”, publicou.




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