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Juan Guaidó acena na Câmara dos Representantes dos EUA ao ser apresentado por Trump 

As reuniões realizadas pelo opositor venezuelano Juan Guaidó com o presidente dos EUA, Donald Trump e o secretário de Estado Mike Pompeo são uma vergonha para a Venezuela porque têm por objetivo vender o país, disse à Sputnik o deputado venezuelano Saúl Ortega.

O líder da oposição Juan Guaidó começou em 19 de janeiro uma turnê internacional, passando pela Colômbia, França, Reino Unido e Estados Unidos, após a saída ilegal do território venezuelano.

No passada quarta-feira (5) ele foi recebido na Casa Branca por Trump. O presidente americano, um dia antes, durante o seu discurso do Estado da União no Congresso, havia reafirmado o seu apoio e se referido a Guaidó como o "único presidente legítimo" da Venezuela.

O opositor venezuelano realizou também um encontro com o secretário de Estado norte-americano Mike Pompeo, onde as partes acordaram exercer "mais pressão" sobre o Governo de Nicolás Maduro. Além disso, Guaidó teve reuniões com Elliott Abrams, representante dos EUA para a Venezuela, com o adido comercial James Story, com o administrador da USAID, Mark Green, e com a presidente da Câmara de Representantes dos EUA, Nancy Pelosi.

"Essas são reuniões vergonhosas, porque [ele] vai vender a sua Pátria e o faz com o maior descaramento, aquilo que merece é o repúdio nacional e sanções por um comportamento tão irresponsável como o deste sujeito, que não se pode chamar venezuelano", disse Saúl Ortega, presidente do Comitê de Assuntos Internacionais da Assembleia Nacional Constituinte (ANC) da Venezuela.
Além disso, Ortega classificou os contatos de Guaidó como um ato "criminoso" contra o seu país.

"Ele se sente orgulhoso do que está fazendo, que é associar-se para cometer crimes contra a nossa Pátria, contra o nosso povo, porque essas reuniões não trazem nada de bom ao povo da Venezuela, a não ser pobreza e desconforto, são um ato criminoso contra o povo da Venezuela", disse Ortega.

O deputado afirmou também que os EUA usam Guaidó para atacar e pôr em prática os seus planos de colonizar a Venezuela.

"Este [Guaidó] é um pobre homem que está sendo usado para os planos e aspirações que o imperialismo tem de colonizar a Venezuela, é para isso que este infeliz presta [...]. O povo da Venezuela, o seu Governo não têm medo de nada nem de ninguém, temos é que estar em alerta porque conhecemos o caráter criminoso desta quadrilha que foi criada em torno de Trump", reforçou o deputado venezuelano.
Guaidó se autoproclamou presidente interino da Venezuela em 23 de janeiro de 2019 e procura destituir do cargo o presidente Nicolás Maduro.

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