Por Fernando Brito
Com todas as ressalvas que merece, pela origem e pela distância de dois anos e meio até o real processo eleitoral a pesquisa encomendada pela Veja – os números detalhados você pode ver no DCM– mostram, essencialmente – e pela ordem – que Jair Bolsonaro tem apenas três adversários de peso, hoje.
O primeiro, disparado o mais forte, Lula.
Os três ou quatro pontos de desvantagem não significam nada diante de uma campanha política e de uma comparação direta invitáveis numa campanha. É coisa que se “vira” em poucos dias de campanha ou até antes dela, se o ex-presidente tiver anulada, como será essencial para que concorra, a sua condenação.
O segundo, Sérgio Moro, postado como uma traíra à espera da inviabilização do chefe mas, até a pesquisa o prova, de ir para um enfrentamento direto com ele.
Moro não amplia, quase, a extrema-direita e, “rachando” com Bolsonaro, não lhe tira mais que um décimo dos eleitores. Estão superpostos, vê-se.
Moro depende ainda de um fator imprevisível e imponderável: o julgamento, no STF, se sua suspeição no julgamento de Lula. Veremos o que prevalecerá, se o ódio a Lula entre os ministros ou o medo de que uma decisão favorável ao ex-ministro pavimente seu caminho para o poder ou para o próprio Supremo que, com ele, tomará um caminho terrivelmente autoritário.
Por último, vem aquilo que acho que será o mais decisivo: a capacidade de Bolsonaro de manter certo equilíbrio na economia, ainda que num estado de estagnação que a mídia acena, sempre, como a “recuperação logo ali”.
Os sinais de degradação econômica estão ficando evidentes, mas ainda é fortíssima a impressão de que, com a inflação em baixa, o “parou de piorar” seja visto sempre como um “começou a melhorar”. Só muito recentemente este clima de otimismo sem fundamentos deu, ao menos, uma amenizada.
Não creio que o binômio estupidez-milícia vá produzir efeitos maiores sobre Bolsonaro sem um abalo, também, nas condições da economia.
Afinal, de uma e de outra, convenhamos, a dose não foi pequena nestes quase 14 meses. Afora setores da classe média menos idiotizada, dos tiraram o autoengano de que o sapo, no Planalto, pudesse virar um príncipe, pouco efeito fazem, tamanha é a irracionalidade do ódio que tomou conta de vastos territórios do chamado “senso comum”.
E são informações que aparecem e somem segundo permite-as o submundo policial-judicial.
E este submundo, hoje, tem o controle o país.
Tijolaço
O primeiro, disparado o mais forte, Lula.
Os três ou quatro pontos de desvantagem não significam nada diante de uma campanha política e de uma comparação direta invitáveis numa campanha. É coisa que se “vira” em poucos dias de campanha ou até antes dela, se o ex-presidente tiver anulada, como será essencial para que concorra, a sua condenação.
O segundo, Sérgio Moro, postado como uma traíra à espera da inviabilização do chefe mas, até a pesquisa o prova, de ir para um enfrentamento direto com ele.
Moro não amplia, quase, a extrema-direita e, “rachando” com Bolsonaro, não lhe tira mais que um décimo dos eleitores. Estão superpostos, vê-se.
Moro depende ainda de um fator imprevisível e imponderável: o julgamento, no STF, se sua suspeição no julgamento de Lula. Veremos o que prevalecerá, se o ódio a Lula entre os ministros ou o medo de que uma decisão favorável ao ex-ministro pavimente seu caminho para o poder ou para o próprio Supremo que, com ele, tomará um caminho terrivelmente autoritário.
Por último, vem aquilo que acho que será o mais decisivo: a capacidade de Bolsonaro de manter certo equilíbrio na economia, ainda que num estado de estagnação que a mídia acena, sempre, como a “recuperação logo ali”.
Os sinais de degradação econômica estão ficando evidentes, mas ainda é fortíssima a impressão de que, com a inflação em baixa, o “parou de piorar” seja visto sempre como um “começou a melhorar”. Só muito recentemente este clima de otimismo sem fundamentos deu, ao menos, uma amenizada.
Não creio que o binômio estupidez-milícia vá produzir efeitos maiores sobre Bolsonaro sem um abalo, também, nas condições da economia.
Afinal, de uma e de outra, convenhamos, a dose não foi pequena nestes quase 14 meses. Afora setores da classe média menos idiotizada, dos tiraram o autoengano de que o sapo, no Planalto, pudesse virar um príncipe, pouco efeito fazem, tamanha é a irracionalidade do ódio que tomou conta de vastos territórios do chamado “senso comum”.
E são informações que aparecem e somem segundo permite-as o submundo policial-judicial.
E este submundo, hoje, tem o controle o país.
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