O Estadão noticia agora à noite que Jair Bolsonaro vai se submeter, semana que vem, a um novo teste para possível infecção por coronavírus e, deste vez – a primeira vez – com a informação sendo transmitida por um médico, o Dr. Leandro Echenique, cardiologista do presidente, ao contrário das informações anteriores, dadas pelo “Doutor Twitter”.
Diz-se que é um protocolo, mas isso não aconteceria se dois testes tivessem dado resultado negativo.
Fiz, mais cedo, uma referência à razão de não ter entrado neste tema. Não gosto de jogos de adivinhação, nem de “fontes” espertas que se cacifam com informações sem origem.
A possibilidade de manipulação – “plantação”, na gíria jornalística – é enorme.
A live de ontem e o pronunciamento em rede de televisão – que nada tinha a ver com a epidemia, mas com a marcha de simpatizantes (des)marcada para este domingo – poderiam, se o primeiro exame foi positivo, ser um exemplo (e uma orientação) do que deveria ser o comportamento de todo brasileiro eventualmente atingido pelo vírus.
Poderia, se algo fosse sincero em Jair Bolsonaro.
Mas não é.
Um resultado positivo, sem sintomas, em nada interferiria na sua capacidade de comandar o país, se de fato comandasse o país, no momento em que este entra em uma fase difícil.
Sua ausência, porém, é pior do que sua presença, porque não se sabe se há alguém capaz de tomar, ainda que com erros, as decisões.
Na hora da verdade, acentua-se a percepção de que o país e dirigido por mentiras “convenientes”.
Este limbo, fica evidente, serve-lhe mais.
É o lugar de escafeder-se, vitimizar-se, fugir das suas responsabilidades.
A chance de esconder-se como um covarde que faz bravatas e dá bananas, enquanto age, ele próprio, como um banana diante dos problemas.
TIJOLAÇO

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