O episódio da edição-revogação da “MP dos sem salário” é apenas mais um sintoma da deterioração do governo Jair Bolsonaro.

Já não possui autoridade nem rumo e, por mais que adorem as suas investidas contra os direitos sociais, nem a “turma da bufunfa” hard – não os novos e deslumbrados ricos – deixa de dar risadas entre si quando ele fala asneiras.

Está, sistematicamente, transformando a autoridade da República num mulambo. Nas últimas horas perdeu os recursos emprestados a São Paulo, o direito de cortar o Bolsa Família, a MP já referida e, agora, Rodrigo Maia propõe – e vai votar, a toque de caixa – a ideia de um Orçamento a Crise – ou “de Guerra”, como está sendo chamado – tirando das mãos do Executivo a iniciativa de alocação de verbas não só para as ações de saúde como – e sobretudo – o socorro financeiro a bancos e empresas para enfrentar o desastre na economia.

A ideia do Estado de Sítio não teve força para durar um dia…

Bolsonaro está se tornando o inverso da frase que teria sido dita por D. Maria Maluf quando seus “malufinhos” brigavam pelo controle da fortuna familiar: “não se depena a galinha ainda viva”.

Bolsonaro está sendo depenado vivo, muito embora anseie aparentar-se cantando de galo.

TIJOLAÇO

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