Brasil foi citado como um país onde a religião é usada para restringir o acesso à educação e saúde sexual de meninas e mulheres

Foto: José Cruz/Agência Brasil

Em relatório enviado ao Conselho de Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas (ONU), o Brasil foi enquadrado como um país onde a religião é usada para justificar a restrição ao acesso à educação sexual por meninas e mulheres. O relatório também cita que direitos reprodutivos e acesso à saúde sexual estão igualmente restritos no país.

De acordo com Jamil Chade, do UOL, o estudo foi feito durante o primeiro ano do governo de Jair Bolsonaro, quando programas de educação sexual e saúde reprodutivas foram cortados do país. As próprias pessoas entrevistadas no estudo alegaram que tal cenário é culpa da “pressão de grupos religiosos”.

Desde que Bolsonaro assumiu a Presidência, a política de direitos humanos do Brasil passou por grandes modificações a partir de valores religiosos. A própria ministra responsável pelo tema, Damares Alves, declarou recentemente que a expansão da igreja é uma das prioridades do governo.

“É o momento de a igreja ocupar a nação”, disse a ministra em entrevista na semana passada, durante sua passagem em reuniões da ONU. De acordo com ela, a “ideologia de gênero” manipulou o movimento gay, e a esquerda apresenta denúncias genéricas contra o governo.

Damares também insistiu na “defesa da vida”, argumento utilizado pelo governo para não legalizar o aborto.

Revista Fórum

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