https://images.app.goo.gl/TF9ppgzTJ23WNAPv7

O ministro Celso de Mello, do Supremo Tribunal Federal, autorizou nesta semana a abertura de inquérito para investigar as acusações feitas por Sergio Moro contra Jair Bolsonaro. Em seu parecer, o decano do STF afirma que o presidente "não se exonera da responsabilidade penal emergente de atos que tenha praticado".

Sergio Moro, ex-juizeco e ex-serviçal no laranjal, acusou o “capetão” de interferir nas investigações da PF. Ao autorizar o inquérito, Celso de Mello alega que "ninguém, nem mesmo o chefe do Poder Executivo da União, está acima da autoridade da Constituição e das leis da República".

Após a abertura do inquérito, a Polícia Federal tem agora 60 dias para concluir as investigações. De imediato, ela deve ouvir o ex-ministro Sergio Moro, que denunciou o "capetão". Caso ele apresente as provas, abre-se processo contra Bolsonaro. Caso contrário, o ex-juizeco é processado por "denunciação caluniosa".

O pedido de Augusto Aras, da Procuradoria-Geral da República, acatado pelo decano do STF, dá tiro para os dois lados. Diz que denúncias de Sergio Moro "revelariam ilícitos, imputando sua prática ao Presidente, o que, de outra sorte, poderia caracterizar igualmente crime de denunciação caluniosa”. Não há escapatória!

A abertura do inquérito tem vários efeitos. O primeiro é confirmar o desastre da eleição do "capetão" - o fascista chocado pela burguesia e sua mídia. Em plena tragédia do coronavírus, que já matou 4,6 mil brasileiros, o país terá 60 dias discutindo os crimes de Moro e Bolsonaro.

Outro efeito, como alerta o blogueiro Fernando Brito, é que "fica mais caro o 'passe' do Centrão que Bolsonaro tenta adquirir". A abertura do inquérito "torna desesperador para o 'mito' obter apoio na Câmara de Deputados para impedir que se autorize abertura de processo criminal".

Datafolha e o empate no impeachment
Pesquisa Datafolha divulgada na noite desta segunda-feira (27) mostra que "impeachment de Bolsonaro divide o país, mas presidente mantém base de apoio". Ela também apontou "que há empate entre os que defendem e os que não querem renúncia" do fascista. A briga promete ser prolongada e duríssima!

Segundo o Datafolha, 45% dos entrevistados querem que a Câmara Federal abra processo de impeachment contra o presidente, enquanto 48% rejeitam a medida. Já o apoio à renúncia do capetão cresceu em relação à pesquisa anterior. Agora 46% são favoráveis; eram 37% no início de abril.

No que se refere à avaliação do presidente, demissão de Sergio Moro ainda não gerou maiores abalos. Segundo a Folha, "hoje acham Bolsonaro ruim ou péssimo 38%, com 33% dos brasileiros o avaliando como bom ou ótimo e 26%, como regular. Em dezembro, eram 36%, 30% e 32%, respectivamente".

A pesquisa deve atormentar o sono do "capetão", que dorme com uma arminha ao lado da cama, no ponto em que mostra que "brasileiros acreditam mais em Moro do que em Bolsonaro... Para 52%, ex-ministro fala a verdade, e 56% acham que presidente quer interferir politicamente na PF".

Diante do resultado do Datafolha, o "marreco de Maringá" que se cuide. Sem o posto de juizeco da midiática Lava-Jato e sem o "superministério" no laranjal, ele vai ser depenado pelas milícias digitais bolsonarista. O "gabinete do ódio" já deu início ao fuzilamento. Sergio Moro merece! Ele é um pulha!

Altamiro Borges

Comentário(s)

-Os comentários reproduzidos não refletem necessariamente a linha editorial do blog
-São impublicáveis acusações de carácter criminal, insultos, linguagem grosseira ou difamatória, violações da vida privada, incitações ao ódio ou à violência, ou que preconizem violações dos direitos humanos;
-São intoleráveis comentários racistas, xenófobos, sexistas, obscenos, homofóbicos, assim como comentários de tom extremista, violento ou de qualquer forma ofensivo em questões de etnia, nacionalidade, identidade, religião, filiação política ou partidária, clube, idade, género, preferências sexuais, incapacidade ou doença;
-É inaceitável conteúdo comercial, publicitário (Compre Bicicletas ZZZ), partidário ou propagandístico (Vota Partido XXX!);
-Os comentários não podem incluir moradas, endereços de e-mail ou números de telefone;
-Não são permitidos comentários repetidos, quer estes sejam escritos no mesmo artigo ou em artigos diferentes;
-Os comentários devem visar o tema do artigo em que são submetidos. Os comentários “fora de tópico” não serão publicados;

Postagem Anterior Próxima Postagem

ads

ads