Ex-ministro criticou a participação do presidente nos atos de domingo e garantiu que militares não estão envolvidos. "Ficou uma ideia de movimento institucional que não teve", disse
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| Santos Cruz - Foto: Cleia Viana/Câmara dos Deputados |
O general da reserva Carlos Alberto Santos Cruz, ex-ministro da Secretaria de Governo da Presidência, criticou o presidente Jair Bolsonaro por sua participação em ato do último domingo (19) que pediu intervenção militar no país. O ex-ministro também descartou uma participação do Exército e reforçou que a instituição não marcha ao lado do ex-capitão.
“Não existe essa marcha junto com o governo”, disse o general, em entrevista ao UOL, ao comentar sobre a participação de Bolsonaro no ato do domingo, em Brasília. Na ocasião, presidente quebrou o isolamento social para se reunir com apoiadores na frente do Quartel General do Exército.
“A instituição, vou falar pelo Exército, é extremamente disciplinada. Ela é ligada ao estado brasileiro, nas atribuições da Constituição. Exército não é partidário, de governo. Ele presta todo respeito às autoridades, população, mas não tem essa caminhada junto. Isso não existe”, continuou.
O ex-ministro também disse que presença de Bolsonaro gerou uma situação “confusa” sobre uma possível participação dos militares, mas descartou qualquer envolvimento e disse que trata-se apenas de uma questão de “personalidade” do presidente.
“Fica uma confusão com ataques e xingamentos na internet, e o presidente aparece naquele cenário na frente de um quartel general de uma das Forças, que é o Exército, e o presidente é o comandante-chefe. Fica uma ideia de movimento institucional que não teve. São situações confusas que poderiam ser evitadas”, afirmou.

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