Falta de médicos tem sido um problema para o país desde que Bolsonaro provocou a retirada dos profissionais da ilha
Independentemente de ideologia, a maioria dos governadores está demonstrando responsabilidade e competência na gestão da crise do coronavírus, ao contrário do presidente do país. Preocupado que se repita em Belém o desastre que está ocorrendo em Manaus, o governador Helder Barbalho recorreu ao país que tem muito a ensinar ao mundo em saúde pública: Cuba. 86 médicos cubanos foram contratados pelo governo para atender à região metropolitana da capital paraense.
O próprio Barbalho, isolado por ter contraído o coronavírus, fez o anúncio. “Publicamos em Diário Oficial a convocação para que profissionais que estão fazendo residência médica, e os recém-formados, venham se unir a nós. Os novos médicos estarão sendo contratados pelo Estado e os residentes, que receberão uma bolsa do governo federal, contarão também com o aporte financeiro do Estado. E ainda teremos 86 médicos cubanos que também atenderão a Região Metropolitana. Agora é um esforço conjunto para garantir esta mão de obra fundamental”, disse.
O governador também falou sobre seu estado de saúde. “Estou me sentindo bem, mas tenho um pouco de falta de ar. Mas sem febre, sem tosse. Fiz uma tomografia, onde identificou que tenho 25% de comprometimento pulmonar, uma leve pneumonia. Tenho tomado Azitromicina”. Até o momento, há 1.195 casos confirmados de coronavírus no Pará, 43 mortes e 450 pacientes recuperados da doença. Ainda há 433 casos aguardando resultado de exames.
Enquanto os EUA se notabilizaram por enviar soldados, Cuba tem se destacado historicamente pelo envio de profissionais de saúde. Atualmente, há médicos cubanos auxiliando no combate ao coronavírus em 12 paísesEnquanto os EUA se notabilizaram por enviar soldados a outros países, Cuba tem se destacado historicamente pelo envio de médicos. Atualmente, há médicos cubanos auxiliando no combate ao coronavírus na Itália, em Cabo Verde, Honduras, Qatar, Angola, Venezuela, Nicarágua, Suriname, Barbados, Andorra e Togo, e também foi noticiado que uma brigada de profissionais de saúde chegará à Argentina nos próximos dias.
No Brasil, os 8 mil médicos cubanos que haviam sido contratados durante o governo Dilma foram chamados de volta após Jair Bolsonaro insultá-los durante as eleições, duvidando publicamente de sua formação, mesmo com o trabalho deles tendo sido reconhecido pela ONU. A falta de médicos tem sido uma das maiores dificuldades do país no combate ao coronavírus. Algumas regiões onde nunca houve médicos voltaram a não ter médicos depois que os cubanos deixaram seus postos, sobretudo nas áreas mais pobres e isoladas, nas quais os profissionais brasileiros não querem atuar.
Com informações da Agência Pará
Socialista Morena

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