Segundo Defensoria Pública e Ministério Público, sistema de saúde fluminense está à beira do colapso com 93% de UTIs ocupadas

Por Redação RBA

Empresas que prestam serviços essenciais terão que fornecer máscaras para seus funcionários  
Guilherme Gandolfi

São Paulo – Em entrevista concedida neste sábado (18), o prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella (PRB) anunciou que o uso de máscaras passará a ser obrigatório em espaços públicos da cidade do Rio de Janeiro. A obrigatoriedade vale para o deslocamento nas ruas, praças, prédios e também em viagens feitas no transporte coletivo e privado.

“As máscaras podem ser de fabricação caseira, de algodão. Não precisam ser as profissionais, estas devem ficar para os profissionais de saúde”, ressaltou o prefeito. O decreto deve ser publicado em edição extra do Diário Oficial neste sábado.

Ele pediu para que a população evite aglomerações e que, caso não seja necessário, não saia de casa. Estabelecimentos que prestam serviços essenciais como os supermercados serão obrigados a fornecer a proteção aos funcionários, com cinco dias de prazo para se adaptarem às novas regras a partir do domingo.

Sistema de saúde à beira do colapso

O sistema de Saúde do Rio beira o colapso com a ocupação de 93,9% dos leitos de UTI da cidade conforme apurado pela Defensoria Pública do Rio de Janeiro (DPRJ) e o Ministério Público Estadual (MPRJ), com dados coletados até esta sexta-feira (17).

As duas instituições ajuizaram uma ação coletiva para que sejam adotadas medidas emergenciais como o desbloqueio de 155 dos 287 leitos destinados pelo estado e pelo município, excluindo os leitos dos hospitais de campanha, aos pacientes com coronavírus no município. A Defensoria e o Ministério Público pedem que o distanciamento social seja mantido até que todos os leitos estejam funcionando e com capacidade de atender a demanda de pacientes.

“Neste momento, em que se aproxima o pico da epidemia, é fundamental que todos os leitos de UTI programados pelos próprios gestores para o tratamento digno da população carioca estejam em pleno funcionamento, sobretudo porque não há possibilidade de escoamento desses pacientes na rede existente, já notoriamente deficitária em leitos intensivos”, diz a coordenadora de Saúde e Tutela Coletiva da DPRJ, Thaisa Guerreiro.


Rede Brasil Atual

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