"Não há espaço nem para os vivos nem para mortos", afirma a prefeita de Guayaquil, cidade que hoje é epicentro da doença no país
Reprodução/RT
Cemitérios do Equador, um dos países mais afetados pela pandemia do coronavírus na América Latina, precisaram utilizar escavadeiras para ajudar na abertura de valas comuns e agilizar o enterro de mortos pela doença. Caso aconteceu em Guayaquil, cidade que hoje é epicentro do vírus no país.
Em entrevista à AFP, a prefeita do município, Cynthia Viteri, confirmou que “não há espaço nem para os vivos nem para mortos” na região. Viteri destacou que seu governo está “vivendo uma guerra” para qual não estava preparado, enquanto a taxa de casos confirmados na cidade não para de crescer. Até está quinta-feira (16), Guayaquil registrava 4.077 dos 7.603 infectados a nível nacional.
As declarações de Viteri acontecem em meio ao colapso do sistema hospitalar e funerário da cidade, que deixou centenas de famílias com pessoas falecidas dentro das próprias casas. Em 12 de abril, as autoridades anunciaram que mais de 700 corpos foram removidos de inúmeras residências em Guayaquil.
Relatórios oficiais da Secretaria de Gerenciamento de Riscos indicam que até agora apenas 124 pessoas teriam morrido da covid-19 em Guayaquil. De acordo com Viteri, no entanto, esses números “não são reais”, pois não há testes suficientes no país para determinar se as pessoas foram ou não contaminadas pela doença.
Revista Fórum

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