Direito de imagem MARCOS CORRÊA/PR
Presidente da República teria pressionado pela troca de Maurício Valeixo do comando da Polícia Federal
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Uma nova tentativa do presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido), de demitir o diretor da Polícia Federal, Maurício Valeixo, teria sido o estopim da nova crise entre o presidente da República e o ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro.

Valeixo foi escolhido por Moro para o cargo e é considerado o braço direito do ministro.

Na quinta-feira (23), o ex-juiz federal da operação Lava Jato teria apresentado ao presidente da República um pedido de demissão — o que no entanto acabou não se concretizando.

O pedido de demissão foi noticiado pelo jornal Folha de S. Paulo e depois confirmado por vários outros veículos de imprensa.

Questionada, a assessoria de imprensa de Sergio Moro disse apenas que o ministro "não confirma o pedido de demissão" — sem no entanto negar enfaticamente.

Antes de Moro e Bolsonaro comentarem o assunto, interlocutores dos dois falaram — e o tom das intervenções não foi amistoso.

De Curitiba (PR), o procurador aposentado e ex-coordenador da Força-Tarefa da Lava Jato, Carlos Fernando dos Santos Lima, disse que Moro deveria sim sair do governo.

"Bolsonaro não é correto, não tem palavra, deixou o ministro sem qualquer apoio no Congresso tanto nas medidas contra a corrupção quanto durante o episódio criminoso da Intercept (a série de reportagens conhecida como 'Vaza Jato'), e nunca foi um real apoiador do combate à corrupção", escreveu ele em sua página no Facebook.

Enquanto isso, um político que está próximo de Bolsonaro rompeu o silêncio e criticou abertamente Sergio Moro: para o governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), Bolsonaro deveria trocar não só o comando da Polícia Federal, como também o ministro da Justiça.

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