A morte do ator Flávio Migliaccio gerou uma certa polêmica nas redes sociais e no meio jornalístico pois alguns veículos divulgaram que ele cometeu suicídio e que deixou uma carta de despedida.
Migliaccio foi encontrado morto na manhã desta segunda-feira (4) no sítio onde morava em Rio Bonito (RJ). Ele tinha 85 anos e era natural de São Paulo.
O colega ator Lima Duarte gravou um vídeo emocionante que faz um recorte importante da maneira de atuar de ambos.
Lima relembrou da ditadura militar, de sua prisão e depoimento no DOPS e fez duras críticas ao momento político atual em que sente “o hálito putrefado de 1964, o bafo terrível de 68, agora, 56 anos depois…”
Assista ao vídeo:
Lima Duarte chegou a apoiar a eleição de Bolsonaro mas se arrependeu e pediu perdão. Essa passagem não manchará a sua biografia de ser um principais e mais queridos atores do nosso país.
Sobre a polêmica da divulgação do suicídio, a morte de Flávio não foi um fato isolado, está inserida no contexto político e artístico nacional, por isso ela pode e foi divulgada.
A morte de Migliaccio foi confirmada pelo 35º Batalhão de Polícia Militar. O boletim de ocorrência foi registrado como suicídio.
O ator teria deixado uma carta que foi confirmada como autêntica segunda a Revista Fórum:
“Me desculpem, mais não deu mais. A velhice neste país como tudo aqui, a humanidade não deu certo. Eu tive a impressão que foram 80 jogados fora num país como este. E com esse tipo de gente que acabei encontrando.
Cuidem das crianças de hoje! ” Escreveu o ator.
Migliaccio participou de mais de 30 novelas e minisséries e fez sucesso com vários personagens, como o pão-duro Moreiras, em “Rainha da Sucata” (1990), o feirante Vitinho, em “A Próxima Vítima” (1995), Fortunato, em “Passione” (2010), e o turco Chalita, da série “Tapas & Beijos” (2011) todos na TV Globo..
O último trabalho do ator foi na novela “Órfãos da Terra”, da TV Globo, em 2019, quando interpretou o personagem Mamede Al Aud. Além de ator, Migliaccio atuou como diretor, produtor, roteirista e cartunista.
Com informações da Revista Fórum.
Também nesta segunda-feira (4), morreu o escritor e compositor Aldir Blanc. Leia a seguir:
Escritor e compositor Aldir Blanc morre vítima do Coronavírus
O escritor e compositor Aldir Blanc, 73 anos, morreu na madrugada desta segunda-feira (4) no Rio de Janeiro. Ele foi mais um vítima do Coronavírus.
Aldir estava internado no Hospital Universitário Pedro Ernesto, em Vila Isabel, Zona Norte do Rio de Janeiro.
Ele deixa uma vasta obra musical e literária. “O Bêbado e o Equilibrista” e “De Frente pro Crime” são alguns dos sucessos da carreira de Aldir Blanc em parceria com João Bosco e que, a partir das década de 1960, se perpetraria por um longo tempo e apontaria para uma das uniões artísticas mais consistentes da Música Popular Brasileira.
Com Maurício Tapajós e Moacir Luz, Aldir também explorou seu viés de compositor e na voz de nomes como Clara Nunes, Elis Regina e Leila Pinheiro teve muitos de suas letras reverberadas.
Aldir Blanc, além de compositor e um dos nomes de peso o universo da música brasileira, é autor de livros, alguns voltados para explorar gêneros musicais e outros denotam sua veia de bom humor como cronista.
A cultura nacional está vivendo tempos realmente difíceis.


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