Palestina: a mais longa greve da história e de todo um povo
por Ualid Rabah*


Neste 1° de maio de 2020, dia dedicado a todos que constroem criativa e concretamente o mundo, queremos lembrar da Grande Revolução Palestina de 1936

Um pequeno mas aguerrido povo, o palestino, realizou em 1936, portanto 84 anos atrás, a mais longa greve da história e a única a reunir de trabalhadores a proprietários, homens e mulheres, operários e intelectuais e artistas.

Uma nação inteira cruzou os braços para desafiar o colonialismo racista britânico, que oprimia esta nação para fazê-la desaparecer e plantar em seu lugar supremacistas euro-judeus.

De 1936 a 1939, os palestinos se ergueram contra o plano de colonização britânico e euro-judaico com o intuito de preservar a identidade árabe da Palestina e impedir a criação do “Lar nacional judeu” em seus territórios.

E este povo segue desafiando a forma mais brutal de racismo colonial, de apartheid, genocídio e limpeza étnica, hoje atendendo pela denominação Israel.

Neste 1º de Maio, queremos lembrar também de um dos principais líderes da Grande Revolução Palestina:  Said Shuqair

Com temor de quem fossem dar cabo à sua vida, ele emigrou para o Brasil, em 1957. Faleceu em 2001 na Palestina, em Betunia, sua cidade natal.

Já com a Autoridade Nacional Palestina constituída, ele voltou e foi condecorado, como herói nacional.

Segue uma pequena biografia Said Shuqair


Said Shuqair


Nasceu na cidade de Betinua – Palestina em 1910

Foi um dos líderes da revolta árabe de 1937 contra a colonização britânica da Palestina

Foi preso político sob a ocupação britânica, ficando durante 15 anos na prisão

Optou por ficar na cadeia na Palestina do que ser exilado para outro país árabe

Durante a revolta foi comandante das regiões de Jerusalém, Ramallah e Ramla

Foi deputado no Conselho Nacional Palestino da OLP

Após a Guerra de 1948, sob a jurisdição da Jordânia, migrou para o Brasil em 1957

Só pode retornar à Palestina após o acordo de paz em 1994

Autor do livro “Said Shuqair, a história de um palestino” – autobiografia em árabe;

Em 1995 retornou à Palestina e cedeu à Autoridade Palestina, presidida por Yasser Arafat, parte das terras que possuía para construção de um Hospital na cidade de Betinua, na região de Ramallah

Foi membro da associação dos veteranos da revolta de 1937

Em 2001 aos 91 anos faleceu em Betunia, sua cidade natal na Palestina, deixou 9 filhos, 21 netos ,16 bisnetos e 1 tataraneto.

#PalestinaLivre

*Ualid Rabah é presidente da FEPAL – Federação Árabe Palestina do Brasil


Viomundo

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