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| Na sessão do Congresso de 3 de julho, senadores e deputados aprovaram requerimento para criação da CPI mista sobre notícias falsas Jefferson Rudy/Agência Senado |
Um em cada quatro deputados do Centrão, base de apoio do governo Bolsonaro, é investigado ou responde por crimes ou ações por improbidade com danos ao erário e enriquecimento ilícito. Dos cerca de 200 deputados do bloco, ao menos 60 possuem implicações na Justiça que envolvem desde lavagem de dinheiro e corrupção a crimes ambientais.
Com o agravamento da crise política, o Planalto passou a fazer uma investida explícita para atrair apoio das siglas do Centrão em troca de cargos. As negociações se chocam com o discurso contra a “velha política” e o “toma lá, dá cá” no Congresso, adotado por Bolsonaro desde a campanha eleitoral.
Na última semana, ações criminais avançaram sobre dois dos principais líderes do Centrão. O presidente do Solidariedade, deputado Paulinho da Força (SP), foi condenado a 10 anos e dois meses de prisão pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por lavagem de dinheiro e associação criminosa. Já o líder do Progressistas (antigo PP), Arthur Lira (AL), foi denunciado por corrupção passiva.
Lira e Paulinho da Força lideram as agremiações que fazem parte do Centrão mais atingidas por investigações ou denúncias. Entre os sete partidos do bloco, o Solidariedade tem a bancada com o maior número de deputados comprometidos na Justiça. Seis dos 14 parlamentares, mais de 40%, são alvo de processos judiciais.
O Progressistas vem em seguida, com 38% de seus representantes na Câmara implicados em processos que apontam ou investigam desde lavagem de dinheiro até fraude em licitação. Outras siglas que integram o Centrão são PTB (33% da bancada investigada) – que tem o ex-deputado Roberto Jefferson como presidente nacional -, PSD (25%), Republicanos (25%), DEM (27%) e PL (23%).
Não são contabilizadas ações de danos morais e execuções fiscais, o que aumentaria o número de processados no Centrão para 77 deputados. Um deles é o deputado Fábio Faria (PSD-RN), indicado por Bolsonaro para chefiar o Ministério das Comunicações. Em 2017, Faria foi citado em delação da construtora Odebrecht – a empresa afirmou ter pago R$ 100 mil à sua campanha para deputado federal, que não teriam sido contabilizados.
Com informações do portal O Tempo
O Cafezinho

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