País foi o único da América do Sul a ficar de fora do projeto. Governos aliados, como o dos EUA e Israel, assinaram o documento
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| Foto: Marcos Corrêa/PR |
Por Luisa Fragão
O governo de Jair Bolsonaro escolheu ficar de fora da iniciativa de países de todo o mundo para lutar contra a propagação de fake news em meio à pandemia do coronavírus. Ao todo, 132 países assinaram o documento. A informação é do jornalista Jamil Chade.
Diversos aliados de Bolsonaro se comprometeram com a causa, como Israel, Estados Unidos, índia, Hungria e Japão. Na América do Sul, fazem parte do projeto o Uruguai, Paraguai, Chile, Colômbia, Suriname, Bolívia, Peru e Argentina, além da Venezuela e Equador. Apenas o Brasil ficou de fora na região.
“Desde o surto do vírus COVID-19 e a declaração da pandemia, o secretário-geral da ONU e outros líderes da ONU e suas instituições têm chamado cada vez mais a atenção para o desafio da ‘infodemia’ ou da desinformação pandêmica”, diz o texto.
“À medida que a COVID-19 se espalha, um tsunami de desinformação, ódio, bode expiatório e assustador foi desencadeado”, alerta em outro trecho. Ao assinarem o documento, os governos comprometem em garantir que pessoas “sejam informadas com precisão a partir de fontes confiáveis e não sejam enganadas pela desinformação sobre a Covid-19”.
Na semana passada, o governo Bolsonaro foi amplamente criticado, especialmente pela imprensa, por mudanças que havia realizado no boletim sobre o coronavírus.
A atualização, divulgada diariamente pelo Ministério da Saúde, escondia dados importantes sobre a doença, como número geral de casos confirmados e óbitos. Com as críticas, inclusive da Organização Mundial da Saúde (OMS), a pasta voltou a divulgar os dados integrais da epidemia no país.

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