"Em nenhum lugar do mundo isso é liberdade de expressão. Isso é bandidagem, é criminalidade", afirmou o ministro do Supremo Alexandre de Moares, que votou favoravelmente ao inquérito das fake news

Ministro do STF Alexandrede Moraes (Foto: Carlos Moura/STF)
Ministro do STF Alexandrede Moraes (Foto: Carlos Moura/STF)


247 - Em seu voto nesta quarta-feira (17) pela legalidade do inquérito das fake news, o ministro do STF Alexandre de Moraes leu algumas das ameaças recebidas por ministros da Corte.


"Peço uma redobrada atenção para algumas frases, algumas duras, inclusive, que vou ler de algumas agressões e ofensas aos ministros do Supremo Tribunal Federal para que se pare de uma vez por todas de se fazer confusão de críticas, por mais ácidas que sejam, e que devem existir e continuar, com agressões, com ameaças e coações", falou Alexandre de Moraes, que leu logo em seguida uma destas ameaças.

"Começo com a primeira: 'que estuprem e matem as filhas dos ordinários ministros do Supremo Tribunal Federal'. Em nenhum lugar do mundo isso é liberdade de expressão. Isso é bandidagem, é criminalidade. Postagem feita por uma advogada do Rio Grande do Sul incitando o estupro, incitando violência sexual contra filhas de ministros do Supremo Tribunal Federal".

"Segunda frase: 'quanto custa atirar a queima roupa nas costas de cada ministro filho da puta do Supremo Tribunal Federal que queira acabar com a prisão em segunda instância? Se acabarem com a prisão em segunda instância, só nos resta jogar combustível e tacar fogo no plenário do STF com ministros dentro'. Onde está aqui a liberdade de expressão", disse Moraes.

"Já temos em poder armas com munição de grosso calibre. Esconda seus filhos e parentes bem escondidos na Europa, porque aqui você não vai ter onde se esconder. O inferno e a revolta vai cair sobre sua cabeça. Faremos um tribunal em praça em pública com direito a fuzilamento de todos os parasitas e vagabundos estatais", foi outra frase lida pelo ministro.

Moraes, Luís Roberto Barroso e Edson Fachin, relator do caso, votaram pela legalidade do inquérito conduzido pelo Supremo.


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