A estátua, que havia sido incendiada durante os protestos antirracistas no país, será transferida para um museu

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Por Luisa Fragão

A cidade da Antuérpia, localizada no norte da Bélgica, derrubou a estátua incendiada do rei Leopoldo II para colocá-la em um museu. O monarca causou a morte de 10 milhões de africanos, a maioria da República Democrática do Congo.

A peça foi depredada no final de semana em meio aos protestos antirracistas no país. Em Bristol, na Inglaterra, manifestantes derrubaram a estátua em homenagem ao traficante de escravos Edward Colston e a jogaram no rio da cidade.

Segundo historiadores, Leopoldo II fez um reinado de 44 anos, a maior parte no final do século 19, e o monumentos em sua homenagem trazem à tona o passado colonial belga, marcado por exploração, violência e crueldade com povos africanos.

Outras estátuas de Leopoldo II na Bélgica também foram alvo de ataques dos manifestantes. Em Ghent, o monarca em bronze foi pintado de vermelho e recebeu um capuz no rosto, com as palavras “não consigo respirar” — a frase dita por George Floyd ao ser assassinado por policiais brancos em Mineápolis, nos estado americano de Minnesota, em 25 de maio, dando início a onda de protestos pelo mundo.

Em Bruxelas, centenas de manifestantes cercaram uma estatua do rei na praça do Trono. Foram escritas palavras de ordem na base e outros escalaram o monumento, aos gritos de “assassino” e empunhando a bandeira do Congo. Quando alguns deles atearam fogo no pedestal, a polícia arremessou bombas de gás lacrimogêneo e spray de pimenta.

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