Líder do PT na Câmara, Lindbergh Farias avalia o embate entre Flávio Bolsonaro e Tarcísio de Freitas, que divide a ultradireita, direita e Centrão.
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| Créditos: Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados |
Em café da manhã com jornalistas nesta terça-feira (16), O líder do PT na Câmara, Lindbergh Farias (PT-RJ) avaliou o cenário da oposição ao governo Lula para a disputa presidencial em 2026 e afirmou que "torce pela briga" em meio ao embate que opõe Flávio Bolsonaro e o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP), e divide aliados da ultradireita, direita e Centrão.
“A gente torce pela briga” , respondeu o deputado ao ser indagado sobre o tema.
Aliados de Flávio e Tarcísio brigam pela herança eleitoral, traduzida em votos, do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que está preso para cumprir a pena de 27 anos e 3 meses de prisão imposta pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
Por um lado, Tarcísio tem o apoio do Centrão, mídia liberal e Faria Lima. Do outro, Flávio tem a indicação direta de Bolsonaro. Embora tenha sinalizado apoio a Flávio, nos bastidores o governador paulista vê com descrença a pré-candidatura e diz a aliados próximos que espera a hora dos "adultos.na sala", desdenhando do filho do ex-presidente.
Lindbergh ainda avaliou o comportamento de Flávio durante o anúncio de sua pré-candidatura, dizendo que estaria “disposto a negociar, por um preço”. O assunto chegou a ser mencionado pelo presidente do PT, Edinho Silva, que minimizou a candidatura.
O líder ainda ponderou que, apesar de não acreditar que a candidatura de Flávio possa ser considerada fake, é possível que ele não siga até o fim nas eleições de 2026. Lindbergh ainda tomou tempo para brincar com o autoexílio do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), irmão de Flávio, em clara alusão ao termo “camisa 10”, que aliados de Eduardo afirmam que ele seria o “melhor jogador” do presidente Lula, após uma sucessão de falhas depois de articular as sanções econômicas dos EUA ao próprio país.
“O próprio Flávio se autossabotou naquele domingo, dizendo que tinha um preço. Mas eu entendi a lógica da família Bolsonaro, que é uma lógica que eles sabem que se retiram o nome Bolsonaro isso vira um não assunto na eleição”, afirmou Lindbergh. “Agora, o Flávio tem fragilidades, não é dos mais corajosos, vocês sabem sua história. Não sei se vai até o fim. Mas não sou tão assertivo de dizer que é fake porque tem uma lógica. Se o Eduardo Bolsonaro não tivesse se exilado nos EUA, talvez se candidatasse. Era o meu preferido”, completou.
Publicado originalmente por: Revista Fórum

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