Polícia Federal prendeu desembargador e realizou buscas em endereços ligados a Rodrigo Bacellar e Macário Júdice Neto
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| Anthony Garotinho e Cláudio Castro (Foto: ABr) |
Uma nova fase das investigações da Polícia Federal no Rio de Janeiro reacendeu a crise política no estado nesta terça-feira (16), com a prisão do desembargador Macário Júdice Neto e o cumprimento de mandados de busca e apreensão contra o ex-presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), Rodrigo Bacellar, além de pessoas próximas a ambos. A operação tem como foco a apuração de vazamentos de informações sigilosas e a suposta conexão entre agentes públicos e o crime organizado.
As informações e avaliações sobre a ofensiva policial foram divulgadas pelo ex-governador do Rio de Janeiro Anthony Garotinho, em publicações feitas em suas redes sociais ao longo do dia. Segundo ele, a prisão do desembargador está relacionada à suspeita de vazamento de dados de investigações sensíveis que teriam beneficiado integrantes do Comando Vermelho.
De acordo com Garotinho, a Polícia Federal prendeu Macário Júdice Neto por suspeita de ter vazado detalhes da operação que mirava o deputado conhecido como TH Joias, investigado por envolvimento com tráfico de drogas e associação criminosa. A ação faz parte da chamada Operação Unha e Carne, que, segundo o ex-governador, busca identificar como informações confidenciais teriam obstruído a Operação Zargun.
“O STF ordenou à Polícia Federal que investigasse laços entre agentes públicos e criminosos no Rio. Ao todo, são dez mandados de busca e apreensão e um mandado de prisão”, afirmou Garotinho ao detalhar o alcance da operação, que ocorreu tanto no Rio de Janeiro quanto no Espírito Santo.
Nas declarações, o ex-governador sustentou que a investigação avança sobre o que classificou como um “núcleo político-jurídico do Comando Vermelho”. “Há outros detalhes muito importantes nessa segunda fase da operação que tenta desmontar o núcleo político-jurídico do Comando Vermelho. O Rodrigo Bacellar é alvo de novas buscas e apreensões. Eu avisei e está tudo acontecendo. Vai ser um estrago”, disse.
Garotinho também relacionou a prisão do desembargador a episódios anteriores envolvendo Bacellar. Segundo ele, “o desembargador Macário Júdice é aquele que, quando foi decretada a prisão do Bacellar, o ministro Alexandre de Moraes pediu informações ao desembargador sobre a Operação Oricalco”, operação que, de acordo com suas palavras, “visa a prisão de outros deputados e do próprio Rodrigo Bacellar”.
O ex-governador afirmou ainda que a Polícia Federal estaria próxima de prender o operador financeiro ligado a Bacellar. “Está praticamente confirmada: será nos próximos dias a prisão do operador financeiro de Rodrigo Bacellar. Ele é o empresário do ramo de combustíveis chamado Fernando Trabach”, declarou. Em tom de alerta, acrescentou: “Fernando Trabach já meteu o pé e já saiu do Brasil. Está fugido”.
Outro ponto destacado foi a suspeita de que recursos do Comando Vermelho teriam sido lavados por meio de empresas do setor de combustíveis. “É, em grande parte, nos postos de gasolina dele [Trabach] que os recursos do Comando Vermelho são lavados”, afirmou Garotinho.
As suspeitas sobre o vazamento de informações incluem relatos de encontros pessoais entre os investigados. “O desembargador Macário Júdice estava jantando com o Rodrigo Bacellar no momento em que Bacellar telefonou para TH Joias informando da operação que haveria contra ele no dia seguinte”, disse, acrescentando que “o desembargador é hoje o maior suspeito de ter vazado as informações”.
Segundo Garotinho, as investigações já teriam identificado conversas frequentes entre Macário Júdice e Bacellar a partir da análise do telefone do ex-presidente da Alerj. “Mas olha, o principal ainda não aconteceu. Esperem. Os senhores vão ver o que vai vir por aí”, afirmou.
Entre os alvos das buscas está Rui Bulhões, descrito por Garotinho como uma das pessoas mais próximas a Bacellar. “Ele, dentro da Assembleia, era uma espécie de presidente sem mandato. Ele que dava ordens”, disse, ao relatar o cumprimento de mandado de busca e apreensão na residência de Bulhões, em Campos.
Garotinho avaliou que a situação na Assembleia Legislativa tende a se agravar. “A Polícia Federal pede a prisão de mais cinco deputados. A situação na Assembleia do Rio vai se agravando a cada momento”, declarou, mencionando ainda que parlamentares que votaram pela soltura de Bacellar “devem estar profundamente arrependidos”.
Ao final de suas declarações, o ex-governador projetou desdobramentos mais amplos da crise. “Não se surpreendam se acontecer alguma coisa envolvendo o governador Cláudio Castro. Minha avaliação é que Cláudio Castro vai ser afastado em breve”, afirmou.
As investigações também alcançaram familiares do desembargador preso. Um dos mandados de busca e apreensão foi cumprido no Espírito Santo, na residência de Flávia Ferraço Lops Júdice, esposa de Macário Júdice. Segundo Garotinho, ela ocupava cargo de confiança na Diretoria-Geral da Alerj e pediu demissão após o caso vir a público.
As informações e avaliações sobre a ofensiva policial foram divulgadas pelo ex-governador do Rio de Janeiro Anthony Garotinho, em publicações feitas em suas redes sociais ao longo do dia. Segundo ele, a prisão do desembargador está relacionada à suspeita de vazamento de dados de investigações sensíveis que teriam beneficiado integrantes do Comando Vermelho.
De acordo com Garotinho, a Polícia Federal prendeu Macário Júdice Neto por suspeita de ter vazado detalhes da operação que mirava o deputado conhecido como TH Joias, investigado por envolvimento com tráfico de drogas e associação criminosa. A ação faz parte da chamada Operação Unha e Carne, que, segundo o ex-governador, busca identificar como informações confidenciais teriam obstruído a Operação Zargun.
“O STF ordenou à Polícia Federal que investigasse laços entre agentes públicos e criminosos no Rio. Ao todo, são dez mandados de busca e apreensão e um mandado de prisão”, afirmou Garotinho ao detalhar o alcance da operação, que ocorreu tanto no Rio de Janeiro quanto no Espírito Santo.
Nas declarações, o ex-governador sustentou que a investigação avança sobre o que classificou como um “núcleo político-jurídico do Comando Vermelho”. “Há outros detalhes muito importantes nessa segunda fase da operação que tenta desmontar o núcleo político-jurídico do Comando Vermelho. O Rodrigo Bacellar é alvo de novas buscas e apreensões. Eu avisei e está tudo acontecendo. Vai ser um estrago”, disse.
Garotinho também relacionou a prisão do desembargador a episódios anteriores envolvendo Bacellar. Segundo ele, “o desembargador Macário Júdice é aquele que, quando foi decretada a prisão do Bacellar, o ministro Alexandre de Moraes pediu informações ao desembargador sobre a Operação Oricalco”, operação que, de acordo com suas palavras, “visa a prisão de outros deputados e do próprio Rodrigo Bacellar”.
O ex-governador afirmou ainda que a Polícia Federal estaria próxima de prender o operador financeiro ligado a Bacellar. “Está praticamente confirmada: será nos próximos dias a prisão do operador financeiro de Rodrigo Bacellar. Ele é o empresário do ramo de combustíveis chamado Fernando Trabach”, declarou. Em tom de alerta, acrescentou: “Fernando Trabach já meteu o pé e já saiu do Brasil. Está fugido”.
Outro ponto destacado foi a suspeita de que recursos do Comando Vermelho teriam sido lavados por meio de empresas do setor de combustíveis. “É, em grande parte, nos postos de gasolina dele [Trabach] que os recursos do Comando Vermelho são lavados”, afirmou Garotinho.
As suspeitas sobre o vazamento de informações incluem relatos de encontros pessoais entre os investigados. “O desembargador Macário Júdice estava jantando com o Rodrigo Bacellar no momento em que Bacellar telefonou para TH Joias informando da operação que haveria contra ele no dia seguinte”, disse, acrescentando que “o desembargador é hoje o maior suspeito de ter vazado as informações”.
Segundo Garotinho, as investigações já teriam identificado conversas frequentes entre Macário Júdice e Bacellar a partir da análise do telefone do ex-presidente da Alerj. “Mas olha, o principal ainda não aconteceu. Esperem. Os senhores vão ver o que vai vir por aí”, afirmou.
Entre os alvos das buscas está Rui Bulhões, descrito por Garotinho como uma das pessoas mais próximas a Bacellar. “Ele, dentro da Assembleia, era uma espécie de presidente sem mandato. Ele que dava ordens”, disse, ao relatar o cumprimento de mandado de busca e apreensão na residência de Bulhões, em Campos.
Garotinho avaliou que a situação na Assembleia Legislativa tende a se agravar. “A Polícia Federal pede a prisão de mais cinco deputados. A situação na Assembleia do Rio vai se agravando a cada momento”, declarou, mencionando ainda que parlamentares que votaram pela soltura de Bacellar “devem estar profundamente arrependidos”.
Ao final de suas declarações, o ex-governador projetou desdobramentos mais amplos da crise. “Não se surpreendam se acontecer alguma coisa envolvendo o governador Cláudio Castro. Minha avaliação é que Cláudio Castro vai ser afastado em breve”, afirmou.
As investigações também alcançaram familiares do desembargador preso. Um dos mandados de busca e apreensão foi cumprido no Espírito Santo, na residência de Flávia Ferraço Lops Júdice, esposa de Macário Júdice. Segundo Garotinho, ela ocupava cargo de confiança na Diretoria-Geral da Alerj e pediu demissão após o caso vir a público.
Publicado originalmente por: Brasil 247

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