Estudos iniciais no Planalto de Poços de Caldas indicam um dos maiores potenciais de terras raras do país, com impacto estratégico para a economia verde e setores tecnológicos.

O estudo geológico, ainda em fase de sondagens iniciais, integra um conjunto de 57 direitos minerários que somam cerca de 91 mil hectares distribuídos nos municípios mineiros de Muzambinho, Cabo Verde e Botelhos, além de Caconde, já na divisa com o estado de São Paulo.
Segundo a empresa, o novo alvo identificado — denominado Alvo Botelhos — ampliou significativamente as projeções anteriores de recursos minerais. Para a surpresa do diretor-executivo da mineradora, Túlio Rivadávia Amaral, esse novo alvo pode aumentar a estimativa inicial, antes se falava em 100 milhões de toneladas. Hoje já é projetado mais de 500 milhões.
A cabo verde Mineração já investiu aproximadamente R$ 7 milhões em pesquisas na região e projeta aportar cerca de US$ 10 milhões nos próximos dois anos, incluindo a conclusão da fase de pesquisa mineral e a construção de planta-piloto de processamento das argilas.
Os elementos de terras raras são um grupo de 17 minerais essenciais à fabricação de tecnologias avançadas, como ímanes para motores de carros elétricos, turbinas eólicas, telecomunicações e equipamentos eletrônicos, além de aplicações estratégicas em sistemas de defesa.
A descoberta inserida no complexo vulcânico de Poços de Caldas, já reconhecido por seu potencial geológico único, reforça a posição do Brasil como um dos países com maiores recursos desses minerais no mundo — o país detém estimativas superiores a 21 milhões de toneladas de reservas de terras raras, segundo dados oficiais compilados por órgãos geológicos nacionais.
A exploração em larga escala, porém, ainda depende de avaliações técnicas mais detalhadas, estudos de impacto ambiental e licenças específicas, etapas que devem ser cumpridas antes da implantação de operações de mineração e beneficiamento.
Publicado originalmente por: Revista Fórum
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