A Selic continua como o principal instrumento do Banco Central para controlar a inflação e estimular a economia

O Banco Central do Brasil reduziu a Selic em 0,25 ponto percentual, passando de 14,75% para 14,5% ao ano. A decisão foi tomada por unanimidade pelo Comitê de Política Monetária (Copom) nesta quarta-feira (29), marcando o segundo corte de juros consecutivo, iniciado em março depois de 18 meses de manutenção no patamar de 15% ao ano.
Em seu comunicado, o Banco Central enfatizou que, apesar da redução, não há compromisso com novos cortes nas próximas reuniões. A incerteza global, especialmente com os conflitos no Oriente Médio, exige que a política monetária seja conduzida com serenidade e cautela.
O Copom também ajustou suas projeções de inflação, que agora se distanciam ainda mais da meta de 3% ao ano. A autoridade monetária alertou que a incerteza aumentou consideravelmente, com a falta de clareza sobre a duração dos conflitos internacionais, o que impacta diretamente as previsões econômicas.
O Banco Central está particularmente atento aos efeitos da guerra no Oriente Médio, que elevou o preço do petróleo e gerou incertezas sobre a cadeia de suprimentos global. O impacto desses fatores contribuiu para um ajuste nas projeções de inflação, agora estimadas em 3,5% para o terceiro trimestre de 2027, acima da meta estabelecida.
A função da Selic
A Selic é a taxa básica de juros da economia brasileira e serve como o principal instrumento do Banco Central para controlar a inflação. Quando a inflação está alta, o Banco Central aumenta a Selic para desacelerar a economia, tornando o crédito mais caro e desestimulando o consumo. O contrário ocorre quando a inflação está sob controle, e a Selic é reduzida para estimular a atividade econômica.
A definição da Selic ocorre a cada 45 dias, nas reuniões do Comitê de Política Monetária, que envolve o presidente e os diretores do Banco Central. A taxa é determinada com base em modelos matemáticos, levando em conta a inflação, a taxa de câmbio, as importações e exportações e as perspectivas de crescimento econômico.
Publicado originalmente por: Revista Fórum
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