Em sua intervenção, Moro diz que leu a tese de doutorado em que Messias "se refere ao golpe de 2016". Em resposta, AGU agradece leitura do trabalho acadêmico e reitera que houve um golpe, sim.

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- Sergio Moro e Jorge Messias (Agência Senado)

Em sabatina na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) nesta quarta-feira (29), o Advogado-Geral da União (AGU) Jorge Messias reiterou, em resposta a Sergio Moro (PL-PR), que a ex-presidenta Dilma Rousseff sofre um “golpe” em 2016, quando deixou a Presidência após a fabricação de um impeachment, capitaneado por Eduardo Cunha e Michel Temer (MDB), baseado nas chamadas “pedaladas fiscais”, termo cunhado para uma prática corriqueira da presidência.

Em sua intervenção, Moro diz que leu a tese de doutorado em que Messias “se refere ao golpe de 2016”.

“Eu gostaria de saber o que o senhor quer dizer com esse golpe de 2016, se é relativo ao impeachment da presidenta Dilma. E essa indagação, a meu ver, é importante, ministro, porque nós temos várias pessoas aqui na composição dessa comissão que votaram a favor do impeachment e têm uma opinião diferente em relação àquilo que aconteceu”, provocou o ex-juiz, que serve de linha auxiliar a Flávio Bolsonaro.

Em resposta, Messias deixou Moro apático ao reiterar que houve, sim, um golpe, após agradecer ao ex-juiz pela leitura de seu trabalho acadêmico.

“Agradeço sensibilizado pelo fato de o senhor ter lido este trabalho. Como o senhor mesmo lembrou e foi honesto de dizer é um trabalho acadêmico, realizado dentro de uma perspectiva acadêmica, dentro da liberdade acadêmica em que a gente tem. E a partir de um rigor científico metodológico que é sustentar uma tese perante uma banca de doutorado”, iniciou.

Em seguida, Messias, que à época era subchefe para Assuntos Jurídicos da Casa Civil da Presidência da República, afirmou que houve um golpe.

“Veja, quando eu coloco a discussão a respeito do processo de impeachment da presidenta Dilma e qualifico como um golpe de 2016, eu claramente coloco na perspectiva de uma visão política de uma parte da sociedade brasileira que assim entendeu. Eu, em momento algum, desqualifico o processo institucional levado a cargo por este parlamento. Até porque naquela oportunidade também estava acompanhando a presidenta Dilma Rousseff em todas as sessões deste impeachment e estive com ela aqui no dia em que ela veio fazer a defesa pública”, emendou.

 Publicado originalmente por: Revista Fórum

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