A burguesia “nacional” é atrasada, conservadora, entreguista, oligárquica e não abre mão de seguir controlando o estado e explorando a classe trabalhadora brasileira...

Por Marco Paulo Valeriano de Brito*
Minha cara Nelice Pompeu, como você mesmo diz em seu texto publicado aqui no Viomundo, “se trata de uma disputa política”, com adversários e muitos inimigos, onde os interesses em jogo não contemplam dar visibilidade aos projetos e obras do governo federal na gestão Luiz Inácio Lula da Silva.
Quem está falhando na luta política entre o atraso e o progressismo?
Adversários e inimigos atuam no campo da direita e da extrema direita e não vão dar tréguas e muito menos embarcar no discurso republicano da coexistência pragmática entre forças políticas antagônicas.
O governo Lula está errando no embate político com essas forças conservadoras e fascistas e se equivocando na confiança pragmática depositada no campo fisiológico de centro direita, que neste país se apelidou de “centrão”, que vem boicotando e emparedando o governo federal, obviamente, para manter viva a polarização política e dar fôlego ao fascismo, sem que isso precise ficar claro na cabeça dos eleitores brasileiros.
O “centrão político” mantém Lula entre ‘a cruz e a espada’, fingem apoiá-lo nas grandes questões nacionais, mas no varejo político, sobretudo, nos municípios e estados federados opositores, dificultam o acesso e a percepção popular dos avanços concretos do bem-estar e da qualidade de vida da população obtidos de 2023 para cá e isso está demonstrado, nas várias pesquisas de opinião, na intenção de desgastar o Lula e dificultar sua eleição para um quarto mandato presidencial em 2026.
A centro direita fisiológica, vulgo “centrão”, sonha com uma ‘terceira via’, que possa derrotar tanto o bolsonarismo quanto o lulismo, pois são antes de tudo uma força política neoliberal e utilitária, que entende o capitalismo como um poder de mercado e do capital, sem que o estado vá muito além de ser uma máquina à seu serviço, portanto, não desejam que o ‘ideologismo de extremos’ contamine a nação e de alguma forma questione a centralidade do poder da burguesia, por meio de governos autoritários ditatoriais-fascistas, tipificado no bolsonarismo e seus aliados/apoiadores, ou por governos populares democráticos, que está materializado no Lula e nas forças progressistas, que lhe dão sustentabilidade no campo da centro esquerda e esquerda, no campo democrático brasileiro.
A burguesia “nacional” é atrasada, conservadora, entreguista, oligárquica e não abre mão de seguir controlando o estado e explorando a classe trabalhadora brasileira, e para isso não pode perder o domínio do poder econômico e político no Brasil.
Está aí o dilema central de Luiz Inácio Lula da Silva e das forças políticas que o apoiam e sustentam, e não se resume à comunicação e à informação, embora sejam estratégicas, nas sociedades organizadas, ao lado da Educação.
As forças conservadoras e setores da classe média brasileira são antiesquerda, anti-PT, antiprogressismo e têm profundas raízes escravocratas, que lhes sustentam seus preconceitos e o racismo sobre a maioria do povo brasileiro.
Qualquer governo popular e forças democráticas, que demonstrem estar ao lado da classe trabalhadora e queiram o avanço e o desenvolvimento sustentável do país, representam um perigo para as oligarquias, que não toleram que esses governos se consolidem, daí as conspirações permanentes, intentonas golpistas e a adesão à guerra híbrida fascista, que neste século XXI tem sido o maior desafio internacional das democracias populares para conter o autoritarismo e a autocracia burguesa, que se manifesta globalmente contra o multilateralismo e luta reacionariamente para não perder o seu secular poder colonialista e a marca imperialista do capital e da cultura dominadora do Norte Ocidental sobre o planeta Terra.
Nossa luta, portanto, é civilizatória e existencial, Luiz Inácio Lula da Silva sabe disso, só não sei se todo o seu entorno político tem os mesmos objetivos, se de fato a centro-esquerda quer unidade com a Esquerda, se quer dar poder e voz à classe trabalhadora, se quer mudar o paradigma na luta de classes, equilibrar o poder do capital com o poder do trabalho, enfim, se quer de fato derrotar o conservadorismo e vencer às forças fascistas, obtusas e reacionárias, que mantém o Brasil estagnado e dificultam a ordem, o progresso, a paz, o bem-estar, o desenvolvimento sustentável e a qualidade de vida de todos os brasileiros e brasileiras.
Uma Frente Ampla Democrática e Popular Progressista, que consiga unir as forças produtivas, do capital e do trabalho, num ‘Pacto Anti-Fascista’, onde o nosso desenvolvimento esteja na centralidade política da nação, contra as especulações e o rentismo financista, ao meu juízo é o caminho atual para derrotarmos o bolsonarismo e vencermos o conservadorismo oligárquico ultraliberal, na eleição de 2026, com Lula, presidente eleito, um Congresso Nacional Progressista e Amigo do Povo, e Governadores e Assembleias Legislativas, numa efetiva unidade política federativa para o desenvolvimento do nosso Brasil.
O primeiro passo é a UNIDADE NACIONAL PROGRESSISTA contra o atraso e contra o fascismo, e a comunicação e a informação são ferramentas importantes para seguirmos em frente e vencermos essa guerra híbrida que ameaça a Humanidade e a Natureza por todo o planeta Terra.
*Marco Paulo Valeriano de Brito, Enfermeiro-Sanitarista, Professor e Gestor Público
Brasil, 24 de abril de 2026.
Publicado originalmente por: VIOMUNDO
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