O blog da Míriam Leitão traz hoje um post, que reproduza sua coluna no jornal “O Globo”, com o título “Deserto de Idéias”.
Míriam que já não entende de economia, consegue exuberar no besteirol quando o assunto é política, relações internacionais, energia, saneamento, educação, segurança, sustentabilidade ambiental e questões de gênero, entre outros.
Aliás, a Míriam Leitão disputa com o Merval Pereira quem é o número um na crítica irracional e apaixonada ao Governo Lula e já agora ao Governo Dilma.
Leiam as pérolas de hoje:
“Há mais esperanças na economia do que na política, no primeiro ano do governo Dilma. Apesar de o país crescer menos em 2011 do que em 2010, como esta coluna registrou ontem, na política não há qualquer sinal de novo. A formação do governo repete as mesmas velhas e gastas fórmulas de negociação e há muita figurinha repetida. O governo já nasce cansado.
A forma como a presidente eleita constituiu seu governo até agora repete os mesmos métodos e equívocos de governos anteriores. O mais relevante é o de não ter qualquer ideia que costure e justifique a aliança. Quando David Cameron, do Partido Conservador, e Nick Clegg, do Partido Liberal Democrata, decidiram fazer um governo de coalizão na Inglaterra, o primeiro movimento foi discutir um programa comum. Havia vários pontos de enorme divergência entre eles, inclusive sobre cortes de gastos. Cada um cedeu e depois foram sendo escolhidos os nomes. Quando o ministro era de um partido, se sabia o que significava. O ministro do Tesouro ser conservador era sinal de corte maior, o de Meio Ambiente ser liberal-democrata significava que o país continuaria defendendo o combate às mudanças climáticas.”
Como fazia Jack, vamos por partes:
1. “Apesar de o país crescer menos em 2011 do que em 2010, como essa coluna registrou ontem…”
Vejam, a Míriam dá como fato consumado uma coisa que somente saberemos no final de 2011.
Contra ela, temos o fato de que errou todas as previsões que fez em 2009, para a economia brasileira, culminando com um erro gigantesco registrado aqui neste blog (clique aqui e aqui e delicie-se).
2. “O mais relevante é o de não ter qualquer ideia que costure e justifique a aliança”
Outro absurdo. Ao contrário do Serra que nem programa de governo tinha e não ouvia os partidos aliados (lembrem de reclamação recente do Rodrigo Maia), a coligação de inúmeros partidos em torno da Dilma tem políticas e projetos bem definidos: continuar o que vem sendo feito nos últimos oito anos e avançar em saúde, segurança e educação, embora esses assuntos sejam atribuição constitucional de estados e municípios.
3. “…decidiram fazer um governo de coalizão na Inglaterra…”
Como se diz aqui em Brasília, “carái véi!”, será que ela não sabe ou é mal intencionada ao comparar dois regimes de governo completamente diferentes?
Se não sabe, aqui vai a informação para não falar mais besteira.
No Brasil, o regime de governo é presidencialista.
Na Inglaterra, o regime de governo é parlamentarista. O que leva a um processo de formação do governo no nível que ela menciona.
Querer que seja desse jeito, no Brasil, é um absurdo.
Repito, no Brasil, o regime é PRESIDENCIALISTA!
Entendo que no Governo FHC a distribuição dos ministérios levava a que cada um seguisse o que o respectivo partido quisesse.
No governo Lula houve comando. Primeiro com José Dirceu, depois com a Dilma.
No governo Lula ministro não fez o que quiz mas sim o que o Presidente determinou.
No governo Dilma, será a mesma coisa. Ela é quem vai dirigir.
Os ministros executarão o programa de governo e as políticas definidas pela presidenta.
E ai daquele ou daquela que não seguir suas determinações…
Como se vê, a coluna da Míriam de hoje (12/12/10) é um “Deserto de inteligência”
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