do CONTEXTO LIVRE
Paciente do SUS enfrenta espera de até um ano no InCor
Uma análise do Departamento Nacional de Auditoria do Sistema Único de Saúde (SUS) concluída em agosto do ano passado mostra que os pacientes atendidos pelo sistema público no Instituto do Coração (InCor), na zona oeste de São Paulo, esperam de oito meses a um ano e dois meses para ter acesso a determinados atendimentos. Enquanto isso, não há filas para os pacientes de convênio que também são atendidos na unidade pública.
O InCor, que pertence ao complexo do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP e é vinculado ao governo do Estado, foi uma das primeiras instituições públicas a adotar o atendimento de clientes de planos de saúde em suas instalações, com o objetivo de incrementar a oferta de recursos financeiros pelo SUS.
A medida, vigente há mais de uma década, foi alvo de ação judicial do Ministério Público no passado, mas a Justiça deu razão à unidade. No entanto, até hoje o modelo é criticado em razão de, na visão de alguns especialistas, permitir que em uma unidade pública haja diferença de tratamento entre os pacientes.
Modelo
Recentemente o governo estadual aprovou na Assembleia Legislativa projeto de lei que permite que até 25% dos atendimentos de hospitais de alta complexidade do Estado, terceirizados para Organizações Sociais, possam ser destinados a convênios. Os críticos da mudança, como o Ministério Público, apontam que isso aumentará as filas do SUS. A Secretaria da Saúde promete que não haverá diferença nos tempos de atendimento e que a medida visa remunerar as unidades pela procura que já existe de pessoas com planos.

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