A intenção expressada pelo Super-Homem em sua última aventura nos quadrinhos de renunciar à cidadania americana deu origem a críticas nos Estados Unidos contra o personagem e a editora DC Comics, que está sendo acusada de menosprezar o país.
As polêmicas declarações do Homem de Aço foram publicadas na edição número 900 da Action Comics, revista mais antiga do super-herói nos quadrinhos, lançada na quarta-feira, e não passaram despercebidas pelos fãs e setores mais tradicionais, que veem o personagem como um porta-estandarte de seus valores nacionais.
"Pretendo falar nas Nações Unidas amanhã e informar-lhes que renuncio à minha cidadania americana. Estou farto de que minhas ações sejam interpretadas como instrumentos da política dos EUA", assegurou o super-herói nos quadrinhos depois de ser recriminado por participar de uma manifestação no Irã contra o presidente Mahmoud Ahmadinejad.
Publicações conservadoras e fãs do personagem atacaram a editora DC Comics, acusada de derrubar um "símbolo da força e da liberdade dos EUA".
Em sua defesa, a editora argumentou que o plano do personagem a partir de agora é dar um "enfoque global a sua batalha interminável, embora sempre vá estar comprometido com sua família adotiva e suas raízes quando criança na fazenda no Kansas".
Segundo a The Hollywood Reporter, por trás das intenções do Super-Homem está a tentativa da editora e dos estúdios de cinema de consolidar o Homem de Aço como um personagem transnacional que atraia o maior número possível de audiência e de bilheteria em todo o mundo.
Desde seu início, em 1938, a história do super-herói esteve intimamente ligada aos EUA, com um traje que evoca as cores da bandeira do país. Em 1942, o personagem se tornou um símbolo do patriotismo em plena Segunda Guerra Mundial.
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